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terça-feira, 22 de maio de 2012

Unico


Capitulo 5
Já era tarde e o transito na Barra tava tranquilo, chegamos rapidinhos. Na rua, Luan parou o carro em uma vaga próxima ao meu prédio.
- Você tem certeza que não tem ninguém na sua casa?- Luan  olhou pro prédio como se fosse ver alguém na janela.
- Não, eu não tenho certeza, mas você entra como se fosse só me visitar, se tiver alguém, você volta outro dia – sorri.
- E eu vou ficar na vontade? – Dessa vez ele olhou pra mim com uma carinha tão fofa, que foi impossível não beija-lo.
- A gente pode fazer aqui se quiser... – O beijei mais uma vez, com o corpo virado pra ele. Luan me segurou pela cintura, me colocando sentada em seu colo de frente pra ele.
Ele tirou minha blusa, enquanto me beijava lentamente, sentindo o meu gosto me excitando mais. Eu tirei a dele com a mesma intensidade que ele me beijava. As mãos de Luan encontraram meus seios sob o sutiã e eu o arranhava suas costas. Se ele continuasse eu me entregaria ali mesmo.
- Você não quer subir? – Olhei em seus olhos e neles haviam desejo.
- Você quer? – Perguntou ele olhando em meus olhos e depois pra meu corpo seminu
- Você tá brincando ne? É claro. Lá é  mais confortável Luan, vem vamos subir. – Me vesti e Luan ficou sem camisa mesmo. Ligou o carro e fomos pra garagem do prédio, e assim que estacionou o carro, saiu com certa dificuldade e eu ri percebendo o porquê, abriu a porta pra mim, me puxou me encostando no capô do carro, beijando minha boca.
- Luan! Se comporte, não vai rolar aqui...
- Eu não vou aguentar Deza. Não consigo te largar. Você ta me deixando doido...
- Vem, comigo! - Peguei em sua mão.
O puxei ate o elevador, Luan estava louco, realmente não queria me soltar, me beijava a cada segundo. Enlouquecendo-me, e eu o querendo cada vez mais.  Cadê esse meu andar que não chega?
Finalmente chegando ao andar do meu ape, pedi a Luan que esperasse do lado de fora, entrei e vi que não tinha ninguém em casa, a Dani deve ter ido dormir no Danilo. A kat não me interessava a vida dela não...
Chamei Luan pra entrar, o fogo parecia ter se apagado, droga. Luan já tinha se vestido e parecia estar mais calmo. Ofereci uma cerveja e ele aceitou, eu fui buscar e ele se sentou no sofá. Quando voltei Luan tava deitado no sofá vendo tv.
- Ah desculpa acabei ligando a tv. – Disse se sentando no sofá.
- Tudo bem Luan, o que ta passando?
- Um filme que eu não sei o nome... Vem senta aqui comigo.
Sentei-me ao seu lado, o entreguei a cerveja olhando em seus olhos que me admiravam, eu sorri, não íamos ver o filme. Luan sorriu pra mim, pegou a cerveja a colocou ao lado do sofá e me beijou, suas mãos me apertavam as costas, me puxando pra mais perto de si e todo aquele desejo de antes, parecia ter voltado. Fui me deitando por cima dele enquanto ele deitava no sofá e ainda me beijava, sua língua brincava com a minha, eu mordia seus lábios, eu já estava perdendo meu folego, mas não me importava eu queria mais de Luan que começava a tentar tirar minha blusa, o sofá não estava me deixando confortável, era pequeno pra nós dois.
- Vem! – O chamei me levantando do sofá e caminhando pro meu quarto. Luan não perguntou nada, apenas me seguiu.
 -  Só não repara a bag... – Luan não me deixou terminar, me beijou outra vez.
Fomos andando ate minha cama ainda nos beijando, Luan me pegava com força, mãos firmes e delicadas ao mesmo tempo, me excitam. Luan me jogou na cama, me olhando com a cara mais safada e rindo se deitou por cima de mim beijando o meu corpo. Em meus seios a atenção foi maior, seus beijos intensos e fortes me arrepiavam, eu o envolvi com minhas pernas, sentindo assim a excitação quente de Luan em minha parte intima. Luan se pressionava contra mim pra que eu o sentisse cada vez mais.
Com minhas mãos abri sua calça e o deixei apenas de cueca. Fiquei por cima dele e comecei a dar leves beijos em seu pescoço, fui descendo com os beijos, Luan se arrepiou suas mãos puxavam com leveza meus cabelos, eu dava leves mordidas, o arranhava com as unhas, eu queria enlouquecer Luan.
Chegando próximo a sua cueca, o olhei e ele parecia esperar pelo o que eu iria fazer, com a boca eu comecei a tirar a cueca dele, logo seu membro estava rígido e livre, não resisti e o provei. Luan se contorceu com o meu toque, ele é uma delicia, mas Luan não me deixou muito tempo por ali, ele queria muito mais que caricias intimas.
Coloquei-me em seu colo, ele procurou se encaixar em mim, e quando me encontrou, me invadiu de tal forma que impossível segurar o gemido, eu me movia por cima com delicadeza o sentindo por completo dentro de mim.
- Você é muito gostoso. – Disse ofegando e olhando pra ele. Ele fechou os olhos sentindo prazer.
Luan me segurava pela cintura me puxando pra baixo, e se empurrava pra cima, o encaixe era sempre perfeito, suados não queríamos saber de outra coisa a não ser dar prazer um ao outro, nos olhávamos vez ou outra e víamos que estava dando certo, os dois curtiam o prazer provocado pelo outro.
Luan se sentou na cama, nos fazendo soltarmos, eu reclamei, mas ele logo me puxou de volta, ele beijou meus seios e com as mãos puxava o meu cabelo enquanto eu enlouquecia e gemia em seus ouvidos.
- Você que é gostosa Deza. – Luan ofegava e eu senti o desejo em seu tom de voz.
 Depois de um tempo Luan me virou na cama, se colocando por cima de mim e comandando toda a transa.
- Eu que mando agora, Andreza. – Senti poder dessa vez, e confesso que gostei. Sorri excitadíssima.
 Colocou minhas pernas na altura de seus ombros e voltou a me penetrar, e assim em silencio, apena com olhares íamos dando prazer um ao outro, não precisávamos dizer nada, um sabia o que o outro queria, foi meio que mágico, porque duas pessoas que mal se conheciam combinarem tanto assim na cama era difícil.
- Eu vou gozar... – Foi a única coisa que Luan disse além dos elogios ao longo da transa.
- Eu quero também. – Eu respondi.
Beijou-me mordendo meu lábio, minhas pernas se cruzaram em sua cintura, o senti mais ainda dentro de mim, mesmo eu achando não ser mais possível. Ele entrava e saía de mim e parecia ser sempre a primeira penetração, tudo estava gostoso demais e intenso. Ondas de prazer começaram a me invadir até que, como um tsunami, chegou o gozo pra mim. Meu corpo tremia, eu apertava Luan com meu corpo e com minha intimidade, eu sentia Luan mais ainda, em segundos Luan gozou também. Ele se  jogou em cima de mim relaxando, deu um beijo gostoso em seu rosto como se agradecesse pelo prazer recebido.
 - Nossa que delicia! – diz Luan ofegante respirando fundo me olhando safado.
- Ahahahah, você é uma delicia Luan. – Brinquei com ele limpando o suor de seu rosto.
- Você me provocando desde a praia, eu não podia deixar você escapar né? – Disse se virando de lado ficando de frente pra mim, me puxando pra mais perto dele.
- Ahahah não podia mesmo. – Me enrosquei no corpo de Luan, que ainda estava quente. – Acho que precisamos de um banho.
- Eu to com fome. – Reclamou Luan.
- Então enquanto você toma um banho eu vou a cozinha preparar algo pra gente comer. Depois tomo meu banho.

Continua...

domingo, 20 de maio de 2012

Único


Capitulo 4
            Cheguei ao pequeno prédio nove quarteirões de distancia da minha casa. Neste prédio vivia só homem era uma zona. Povo maluco aqueles, não gostava de ir na casa de Danilo fazia o máxima pra encontra-lo em outro lugar.
            Estacionei minha moto.
            Subi as escadas. Em minutos já estava tocando a campainha. Danilo morava sozinho, não gostava de muita gente em sua casa, seus amigos e eu era os únicos que entrava lá. Sua família era de Manaus já tinha 10 anos ele não os via, Danilo morava com sua avó no Rio de Janeiro, mais ela faleceu faz algum tempo.
            Sozinho e magoado com a vida, abandonou os estudos, sua faculdade de Engenharia Ambiental, e foi trabalhar com skates no shopping.
            De repente a porta se abre, Danilo enrolado na toalha me olha assustado.
- Dani... O que está fazendo aqui?
- Vim ver meu namorado, por que? Tenho que marcar hora?
- Não... Não... – gaguejou – Não é isso... É qu... – sua voz foi impedida por outra, lá no fundo ouvi chama-lo. Reconheci logo de primeira, fiquei imóvel a raiva consumia cada pedaço do meu ser. Olhei Danilo que abaixou sua cabeça.
- Amor... – Katherine finalmente apareceu também enrolada na toalha – Dani...  – engasgou.
- Dani... Eu posso te explicar – disse Danilo tentando encontrar palavras.
- Explica. To esperando!
- É... é... é que...
            Estava furiosa, minha vontade era de voar na cabeça daquela vaca, cachorra, sem vergonha. Joguei o capacete e minha bolsa no chão. Precisava liberar aquela fúria, e não tinha outro jeito, a não ser pegar Katherine... a raiva que acumulei por ela ter traído a confiança de Deza, a raiva que surgiu por ela ter traído a minha confiança, estava exposta em todos os pontos do meu corpo.
            Caminhei forte pela sala em sua direção. Fechei o punho.
- Dani! – Danilo segurou meu braço.
- Me solta... Me solta Danilo – gritei.
- Kat, vai lá pra dentro – gritou Danilo – Vaaaaaaaai...
            Danilo me abraçou por trás, esperneei.
- Me deixa... Que merda... Me deixa garoto – gritei.
- Se tá mais calma? Vo te soltar – Danilo logo me deixou livre.
             O olhei furiosa, pensei em vários motivos pelo qual Danilo fez o que fez. Como ele pode? Como ele pode me trair? O que eu fiz? Não dei motivos, dei?
            Minhas pernas não queriam se mover, mas era preciso. Caminhei lentamente ate a porta, peguei meu capacete e minha bolsa ainda jogados na porta. Voltei até ele minhas mãos em um reflexo que eu não esperava, deu-lhe um tapa na cara. Danilo não se moveu.
- Fala pra Katherine não aparecer lá em casa, se não eu acabo com a raça dela.
            Segurei pra não chorar, acho que o ódio foi mais forte que minha emoção. Sai sem dizer um Á se quer. Danilo que me conhecia muito bem, com certeza intenderia o que foi aquilo.
            “Se ele voltasse a me procurar, seria um homem morto”
 Arranquei com minha moto dali, minhas lagrimas finalmente caíram, jorravam em meu rosto. Tristeza, raiva, dor tudo misturado. Eu não acreditava no que acabara de ver. Não entendia o motivo de aquilo ter acontecido, não comigo Deus! Não quis ir pra casa, não queria dar de cara com o cheiro daquela égua de Katherine, não queria ter que dar explicações pelas minhas lagrimas, pra ninguém, nem mesmo pra Deza que sei que me escutaria e estaria ao meu lado. Pensei em ir na Duda mas não queria ouvir ninguém, queria ouvir apenas o barulho do vento batendo em meu corpo, chicoteando minha roupa. Queria silencio.
Deixei minha moto no estacionamento perto da praia. Descalça, caminhei pela areia fina que com cuidado envolvia meus pés.
Não quis pensar num motivo pelo qual Danilo fez o que fez comigo, mas motivo nenhum existia praquilo. 
As lagrimas jorravam, me joguei na areia. Coloquei meus fones Losing your memory – Ryan Star. A noite estava tão fria. O céu cheio de estrelas, uma noite tão bonita mas tão triste, não silenciosa.
Deitei. De repente meus olhos ficaram tão pesados; tão cansados; cansados de chorar, cansados de sofrer.
Adormeci!

Deza on:
Ainda faltam meia hora pra eu sair desse curso, eu amo musica, mas essa teoria de Harmonia não entra na minha cabeça, devo ser uma burra mesmo. Eu olhava pra Luan e ele parecia entender tudo, ele podia me ajudar ne?
Pareceu que ele ouvia meus pensamentos, porque me olhou e sorriu pra mim, fiz cara de que não tava entendendo nada e ele riu de novo.
- Vai pra casa depois daqui? – Cochichou em meu ouvido, me arrepiei.
- É, provavelmente. Por quê? Tem algo melhor pra me oferecer? – Nossa as vezes eu falo as coisas que quando vejo já foi kkkkk
- To querendo te levar a praia pra olhar o mar, cantar pra você. Quer ir comigo? Te deixo em casa depois.
- Ah vamos sim, - Respirei fundo olhei pro professor, tedio total, voltei a olhar Luan. – Vamos agora? Falta pouco pra sair daqui mesmo.
- Agora? Mas você vai matar aula...
- Eu e você. Vamos! Já ganhamos presença, você já fez os exercícios, aproveito e peço umas aulas porque com o professor não entendo nada. – Luan olhou pro relógio, faltavam poucos minutos.
- Ok, vamos sim, mas vai falar o que com o professor?
- Nada, simplesmente vamos sair. – peguei minhas coisas e peguei Luan pela mão, que pegou suas coisas correndo e veio logo atrás de mim.
- Você é doida muié! Sair assim da aula. Lá em campo grande não daria pra fazer isso.
- Aqui não é Campo Grande. – Sorri pra ele o puxando com mais força, eu tinha pressa em chegar a praia.
A praia estava deserta, a orla grande é boa por isso, vento frio, porem gostoso, os quiosques abertos, muitos curtiam sua noite de sexta, bebendo, curtindo os amigos, namorando ou apenas paquerando, pessoas correndo pela orla, um ótimo clima na verdade. Estacionamos próximo a um desses quiosques, Luan pegou seu violão, o colocou nas costas, passamos pelo quiosque e pedimos nossas bebidas, com elas nas mãos fomos sentar na areia, Luan parecia ter o costume de fazer isso, pois já tinha algo pra forrar na areia pra gente sentar...
- Você pelo visto, costuma fazer isso né?
- Eu gosto de vir pra cá, trago o violão, escrevo minhas musicas. Eu componho sabia?
- Não! Alias não sei quase nada de você. Você deve conquistar todas com esse violão ai ne?
- Ahahahh não vou negar, já fiquei com muitas por causa dele, mas agora to mais calmo, não conheço muita gente por aqui, sempre vejo um monte delas quando canto nos bares, mas não me interessei por nenhuma ainda.
- Você tá aqui a quanto tempo Luan? – Sentamos um do lado do outro.
- Alguns meses, não contei, não gosto, porque quando to me acostumando, meu pai muda de cidade, então não me prendo a esses detalhes.
- E você não ficou com ninguém nesse tempo? Duvido. – Perguntei com ar de deboche.
- Tá não vou mentir, já fiquei com algumas. – Disse Luan dedilhando seu violão.
- Eu amo o som do violão sabia? – O olhei nos olhos e Luan olhava pra mim. - Assim fica fácil de me conquistar, lindo, toca violão, gosta de praia... – Parei de falar e olhei o mar.
- Beijo bem.. – Falou olhando pro alto, disfarçando... Chamando minha atenção.
- Ahahahah convencido! Mas sim, beija bem sim... – Fiquei vermelha, eu senti meu rosto esquentar... Fiquei tímida.
- Ouwn ficou vermelhinha, te deixei sem jeito é? – Disse me apertando as bochechas, não gosto.
- Fiquei, não precisava lembrar esse detalhe ne?
- Não! Melhor que lembrar é refazer ne? – Luan soltou o violão em cima do pano estendido na areia e num movimento rápido ele ficou na minha frente e me beijou. Assim fica difícil.
Seus lábios macios, me fizeram flutuar naquele momento, sua língua me pedia passagem, acariciando meus lábios me dando ótimas sensações de prazer, abri a minha boca dando passagem a Luan e sua língua se chocou com a minha. Um arrepio me invadiu, suas mãos me apertavam com desejo, meu coração começou a acelerar e meu desejo a aflorar me dei conta de onde estava e resolvi cortar o barato do Luanzinho...
- Chega! – O empurrei de volta pro seu lugar. Luan riu e percebeu o efeito que o beijo fez. – Me diz, o que fez você querer tocar violão e começar a cantar? – Disse mudando o assunto e me desfocando do desejo que foi despertado em mim.
- Meu pai me deu um violão quando eu tinha 3 anos de idade, desde então eu tenho o violão como um companheiro. – Disse olhando pro violão, como se aquele ainda fosse o presente do pai.
- Ah legal, na minha família ninguém me apoia, quem me apoiava com o violão, a musica era a minha mãe, mas ai ela morreu e meu pai não quis mais saber de musica e tal. Ai eu conheci minha amiga e decidimos morar juntas, e eu comecei a estudar musica no cursinho que você tá agora. Fico feliz que você tenha o apoio da sua família.
- É eu tenho sorte mesmo, mas desculpa perguntar, mas sua mãe morreu de que?
- Problemas com o coração...
- A desculpa tocar no assunto. – Luan ficou sem graça, um silencio se instalou por ai, mas logo ele deu um jeito de dissipar. – Quer que eu cante uma musica pra você distrair e a gente sair desse assunto?
- Aham... Canta ai uma musica que você gosta muito.
- Vou cantar a primeira musica que eu aprendi a cantar.
Luan pegou seu violão, deu umas dedilhadas, encontrou o tom e começou:
“Não aonde eu ando com a cabeça
O que é que vou fazer pra que eu te esqueça?
Por mais que você faça, não tem jeito, eu me sinto um idiota”
Meus pensamentos voaram e comecei a imaginar Luan desde pequeno cantando e tocando violão, porque nele havia uma naturalidade com as notas, um amor pelo o que fazia, como um passe de mágica, veio em minha mente, o beijo de Luan minutos atrás e um forte desejo me invadiu por completo, desejando aquela boca novamente colada a minha. Inconsciente, continuei a olhar Luan cantar e mordi meu lábio inferior o desejando mais e mais. Acho que ele percebeu, ficou me olhando enquanto cantava a segunda parte da musica, seu sorriso sacana me fez sorrir também. Ele parou de cantar quando vi que eu já tinha melhorado, eu continuei o olhando e mal percebi que ele se achegava ate mim. Eu já estava entendendo o que ele queria com aquilo e então o deixei se aproximar...
Seus lábios novamente colados aos meus me faz me sentir dopada de tanto desejo, minhas mãos tocaram a nuca dele o fazendo arrepiar, o arranhei com minhas unhas e Luan soltou um leve gemido se encolhendo por causa do tesao. Eu estava gostando e muito de tudo aquilo. Deitamos sobre o pano, Luan por cima de mim, minha mão, agora em sua cintura, subiu ate suas costas, ele me apertava a cintura, mordia meus lábios, sugava minha língua, pena que estávamos numa praia, que não era deserta.
- Vamos sair daqui? Eu não vou responder por meus atos Luan. – Pedi ofegante e triste por ter que separar nossos lábios pra poder falar.
- Você quer ir pro carro? Eu te levo pra  um lugar deserto. – Luan disse olhando pros lados vendo se alguém percebeu nosso amasso, se sentando novamente. Meu corpo sentiu falta do dele colado ao meu.
- Se a gente correr, chegamos antes da minha amiga, ai eu escondo você no meu quarto. Quer? – Sorri ao imaginar a cena. Luan riu curtindo a ideia.
Pegou as coisas na areia, pegou-me pela mão e com agilidade, foi abrindo o carro pelo controle automático, antes mesmo de chegarmos a ele. Entramos no carro, Luan me olhou parecendo gostar da aventura.
- É, você é louca mesmo. – Respirou fundo, segurando forte no volante, e olhando pra frente procurando um caminho.
- E você tá gostando dessa loucura toda ne? – Continuei olhando pra ele sorrindo.
- Sim! É bom se aventurar um pouco. – Luan ligou o carro, ameaçou me beijar, mas não deixei eu ia me perder em seus braços e fomos pra minha casa, ele já sabia o caminho...


Continua... 

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Único


Capitulo 3
Transito tranquilo, para a minha alegria. Fui direto pra loja.
- E aí patrãozinho... a mulher sobreviveu? – brinquei jogando minha bolsa por baixo do balcão.
- Sobreviveu Dani... E gostou muito do encontro pra sua informação.
- É! Milagres acontecem.
- Dani para de amolar o Ricardo e vai trabalhar, temos que colocar aqueles CD’s novos nas prateleiras.
- Ta bom, eu faço isso, melhor do que ouvir a historia apaixonada do Ricardo com a maluca.
            Troquei de roupa no banheiro apertado da loja, essa era minha rotina chata; faculdade, serviço, faculdade, dormi, e pouquíssimo tempo pra namorar, não dava nem pra respirar.
O serviço na loja era muito tranquilo, estudei quando não tinha clientes. Deza me contou sobre o seu novo amigo, mas logo cortei o assunto, meu skatista chegou todo lindo.
- Oi amor – disse.
- E ai. – dei-lhe um selinho.
- Vamos sair hoje?
- Sair hoje? A não amor, dá não, tenho que estudar sabe como é né...
            Danilo abaixou seu rosto, não queria que observasse suas expressões.
- Faz assim, depois da faculdade você vai me buscar, a gente dá uma saidinha e depois eu estudo, aproveito que amanhã é sábado e nem aula tem.
- Combinado – disse animado – Mas não é pra furar desta vez tá?!
- Ai – fiz bico – Que coisa, eu não vou furar.
            Conversamos mais uns cinco minutinhos até um garoto baixinho chegou pra levar meu namorado. Deixei né, tinha que trabalhar também. Ricardo já tava me olhando estranho.
- Deza não vou dormi em casa hoje... Vou ver se fico com o Danilo, to achando ele meio tristinho sabe... Vou lá namorar um pouco.
- Tudo bem Dani, vou sair com o novo amiguinho. – sorriu animada.
- Eita que o negocio ta ficando serio gente... – brinquei pegando meu livro.
- Ele é gente boa, acho que vale apena investir.
- Vai fundo...
- Para! Não acredito que você esta com essa bíblia de novo?!
- Quer emprestada pra você ler? É muito boa... Tem muita coisa interessante.
- Ai Dani... Credo! – Andreza foi a lanchonete com Ricardo comprar lanche quanto isso a coitada aqui ficou pagiando a loja.
            Liguei o som.
- Nossa to achando que vou ter que usar óculos. É impressão minha ou as letras deste livro diminuíram? – reclamei pra mim mesma.
- Oi...
            Levantei meu rosto com tudo pelo susto.
- Ah... Olha quem tá aqui! – criticou.
- Ah... Olha meu atropelador mal educado – fiz cara de braba.
- Você que é mal educada muié.
- Não enche... Se você veio até aqui me amolar, perdeu seu tempo. Murri!
- Graças a Deus! Tava pedindo isso...
            Não falei nada, fingi que aquele idiota não estava ali.
            Fiquei só observando pelo canto do olho, o garoto foi a uma das prateleiras, pegou um CD.
- Toma! – jogou o CD e o dinheiro junto em cima do meu caderno.
            Subi o olhar. Nem coloquei em sacolinha, já fui jogando o troco.
- Pronto!
- Você sempre é assim?
- Você me faz despertar o meu pior.
            O garoto sorriu, pegou seu CD.
- Eu te descontrolo – implicou cruzando os braços em cima do balcão.
- Vai ver se eu to na esquina, vai xô...
- Mas me ama demais né.
- Nem te conheço... Coisa esquisita sai daqui...
            Abaixei minha cabeça fingindo continuar a estudar, ouvi o garoto fechar a porta da loja. Bufei! Não sei o que me dá, não sei o que acontece comigo, mas esse menino consegue me tirar do serio só em existir.
            Joguei-me nos livros.
- AAAAAAAAAAAAAAAAAAA – gritei abafada.
- Ih, pirou! – brincou Deza sentando-se ao meu lado.
- Não começa.
- O garota de TPM vamo comer, se não... Não deixo nada pra você.
- Sua chata – peguei o saquinho com salgados, fomos pro fundo lanchar.
            Sentei no banquinho.
- O que ta acontecendo com você estes dias? Você ta muito estranha Dani...
- Né nada não Deza, deve ser saudade de casa. Quanto tempo não vejo minha família – respirei fundo.
- Ir ao México agora ficaria meio difícil né Dani.
            Sorri de lado.
- Você me acha mal educada?
- Não né Dani, ta doida?
- Garoto idiota – xinguei baixinho.
- Que garoto?
- Aquele da livraria!
- Ih se o Danilo ficar sabendo...
- Ele não vai saber nada, não tem nada acontecendo – me levantei com pressa – Vou trabalhar...
            Andreza e eu ficamos na loja ate tarde, logo depois fui pra casa com muita pressa tomei um bom banho vesti um dos meus trapinhos, catei meu capacete. Deza não quis carona, ela iria demorar pra sair, e eu tinha que chegar mais cedo.
- Dani! – sorriu Duda ao meu ver.
- Oi flor, o que tá aprontando?
- Nada demais, só estudando.
- Du você é minha amiga né?
- Que pergunta Dani, claro que sou.
- Me responde com toda sinceridade?
- Hum... Respondo o que foi flor?
- Eu sou esquisita?
            Eduarda suspirou fundo. Olhou pros lados, imaginei. Aí, vem bomba.
- Olha... Você sabe que gosto muito de você, do jeito que você é ne... Mas do fundo do meu coração Dani... Você é muito esquisita.
- Serio? – Olhei pra minha roupa.
- Pra uma futura médica... Sim!
- A não! – me joguei na mesa.
- Que desespero é esse, nunca te vi assim?
- Isso não é nada Duda... – peguei minha bolsa – Diz pra Patricia que não to me sentindo muito bem.
- Mas Dani...
- Xau Duda.
            Saí da cantina onde estávamos conversando. Subi em minha moto, precisava ver o Danilo, aquele garoto na loja me fez ficar muito estranha de repente eu não sabia mais quem realmente eu era.

Continua...