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quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Esqueci de Te Esquecer...


Capitulo 11

Enquanto isso no Brasil...

Primeiro dia de trabalho é sempre tenso né? Pois é, pra mim era... Acordei cedo, mais cedo que o devido. Tomei meu banho, me aprontei, coloquei meu uniforme, me olhei no espelho e disse pra mim mesma: - Pronta Andreza? Você vai ser a melhor recepcionista daquele hotel, vai poder ver os melhores artistas. Lá é um dos melhores hotéis do estado. Se deu bem hein garota! – E comecei a rir de mim mesma. – Besta!

E por falar em besta, lembrei da Pami, uma amiga minha que mora em Minas que também é fã do Luan. – Ai o Luan, meu ídolo lindo, já pensou ele se hospeda por lá? – Me perguntei. – Sonha Andreza, sonha...

Enfim, pronta, me aprumei pra cozinha tomei meu café da manha. Minha mãe me desejou boa sorte no meu novo emprego, eu sorri e sai comendo uma maça. No caminho ao trabalho, muita coisa me passou pela mente... Eu viajo sempre com meus pensamentos, e por causa disso eu quase passei do ponto onde deveria descer.

- Motorista para ai pra mim, por favor! – Falei ao perceber que ia passar do ponto, levantei com pressa e esbarrando nas pessoas, o ônibus estava com bastante gente.
- Com licença, com licença... – Era só isso que eu falava ate chegar à porta traseira. Finalmente eu consegui chegar e desci. Olhei em meu relógio e já eram 7:05 da manha!
- Ótimo! Cinco minutos atrasada, parabéns Andreza... Parabéns. – Falei comigo mesma. Tenho essa mania. A sorte era que o ponto de ônibus é na frente do hotel.
Chegando ao meu destino, meu patrão o Roger, fez o favor de me reprimir... Como seu já não o tivesse feito.
- Esta atrasada logo em seu primeiro dia senhorita Leite. Grande começo! – Obrigada Sr. Roger, não me esquecerei desse detalhe! – Debochada eu?

Enfim! Meu dia no hotel foi bem legal, pessoas legais também trabalha naquele lugar, vi pessoas de altos níveis, alguns simpáticos, outros não. Mas fazendo o balanço do dia, foi ótimo, pude colocar meu inglês em dia... Sim havia estrangeiros no hotel. Eu disse que era um dos melhores do estado. E tudo o que eu queria era só estar na minha casa e descansar um pouquinho!

Em casa de banho tomado e devidamente deitada em minha cama, peguei meu celular e entro no Twitter, quero noticias do meu amor... Mas nada. Ele não posta, ele esta em NY e devia estar muito ocupado, realizando mais um sonho e assim me deixando cada vez mais orgulhosa! Lembrei-me de Pam que não aparecia no Twitter há dias. Resolvi mandar uma reply pra ela. Quem sabe ela responde
.

Tempos depois...

 Já estamos em novembro e olha que legal, eu passei na experiência e agora sou contratada pelo hotel! To chic não to? Eu já disse que sou besta? Já vi tanta gente naquele hotel, hospedes lindos, feios, que dão em cima dos funcionários, que não estão nem ai pra quem os serve, enfim de todos os tipos.
Mas nesse mês, eu tive uma surpresa, que eu não sabia o que fazer. Era madrugada, me transferiram de horário e me colocaram pra trabalhar de madrugada e início da manha. O melhor horário de se trabalhar, poucas pessoas faziam check- in. Mas nesse dia foi diferente. Adivinha quem chegou lá todo serelepe, pimpão com um segurança, um secretario pessoal e um empresário? Ele mesmo, meu ídolo, meu amor eterno Luan Santana! Nem morri né? Nossa minhas pernas ficam bambas eu fiquei branca, eu sei por que os meus amigos de trabalho me olharam com estranheza. Mas eu respirei fundo e fingi que nada acontecia.  E pra minha sorte o Anderson veio a mim pra fazer o chech-in.

- Boa noite! – Ele me disse, e eu mergulhei em seus olhos azuis.
- Boa noite! Em que nome está a reserva?
- Anderson Ricardo.

Fiz todo o procedimento de check-in e o pedi pra assinar! Entreguei-lhe o cartão-chave do quarto dele. Enquanto isso Luan estava olhando o hotel, parecia gostar do que estava vendo, e então os olhos dele se encontraram com os meus...

- Oi moça tubo bem?
- Oi Luan tudo bem? Seja bem vido ao nosso hotel, que você tenha uma boa estadia. – Benditos procedimentos, senão não iria dizer nada a ele. E isso saiu em automático.
Ele cumprimentou a todos que estavam trabalhando nesse horário, pegou o cartão com Anderson e pediu pra subir. Rober então se achegou ao balcão pra fazer o seu check-in e da-lhe mais procedimentos automáticos. A imagem de Luan me olhando não saia da minha cabeça.

Fim de trabalho e saber que o Luan estava ali hospedado e eu tinha que ir embora, me partia o coração, sabe como é né? Mas eu como uma garota esperta, me aproveitei por trabalhar no hotel, saber o quarto dele e tudo e fui procurar por ele. Não! Eu não fui ao quarto dele, mas dei uma volta pelo hotel. Já era hora de almoço, então ele já devia estar acordado. E eu inteligentíssima (e humilde também), prestei muito bem atenção quando a Assessora dele chegou pela manha e disse pro Anderson que era pra acordar o Luan as onze, pois tinham uma entrevista às duas da tarde! Tudo isso enquanto ela fazia seu check-in comigo aqui... Sou ou não sou uma menina sortuda?
Continuando a minha caminhada pelo hotel que não é nada pequeno, pelo contrario é enorme, andava como se fosse uma hospede qualquer.
Mas um dos meus amigos me viu dando “uns perdidos” pelo hotel e quase me barrou.

- O que ta fazendo aqui Andreza? Seu horário não acabou?
- Ai Julio que susto! Sim já acabou, mas você sabe quem ta aqui hoje? O Luan! E eu sou muito fã dele.
- E você sabe que isso não é aceito aqui no hotel né?
- Sei sim, mas eu não estou em horário de trabalho. Então posso fazer o que quiser! Você sabe onde ele ta?
 - Sei. – Disse ele sorrindo pra mim, se rendendo a minha loucura. – Na academia.

Meu coração acelerou, e me encaminhei pra lá. Pra minha sorte, a academia era toda em vidro. Então se podia ver tudo lá dentro. Havias algumas pessoas em volta o olhando também, hospedes claro, e o Wellington na porta da academia, parado não deixando ninguém entrar. Lá dentro estavam o Rober e o Luan e alguns poucos hospedes malhando. Posso dizer que morri? Porque ver Luan de shorts e camiseta malhando e todo suado era demais pros meus sonhos. Assentei-me por ali mesmo e fiquei admirando aquele visão.

Perdi-me no tempo e fui acordada pelo segurança dele, que me fazia uma pergunta.

- Ei menina! Você não trabalha aqui no hotel?
-Trabalho sim por quê?
- Ta fazendo o que aqui?
- Adivinha? Admirando o seu patrão! Eu sou fã dele. Mas como pode ver não sou aquelas histéricas. – Eu sorri pra ele que ate que riu forçado, mas riu.
- Eu vou poder falar com ele? Perguntei.
- Se você esperar ele tomar banho...
- Ai eu não ligo em abraçar ele assim não! Eu to aqui correndo o risco de perder meu emprego Wellington! Me ajuda vai?
Ele me olhou, olhou pro Luan, franziu a testa, respirou fundo e finalmente me respondeu.
- Vai depender dele e do Rober.
- Nossa quanta permissão eu tenho que pedir hein. – E apoiei minha cabeça em uma das minhas mãos que estava apoiada em meus joelhos. E dessa vez ele sorriu de verdade.
- Você ta brincando comigo né? Eu não preciso pedir ao Rober...
- Sim, fala com ele. Olha ele ta vindo ai.

Meu coração acelerou outra vez. E por minutos percebi que havia parado de babar no Luan. Rober saiu limpando seu suor e a primeira coisa que fez foi me olhar!

- Você não é a recepcionista daqui?
- Sim, eu sou. Mas estou aqui meio que escondida, porque sou fã do Luan e aqui não aceitam que funcionários sejam tietes com os hospedes.
- Entendi. Vou falar com o Luan e ele fala com você ta bom? Mas sem escândalos...
- Se eu fosse escandalosa, não estaria aqui quase meia hora só olhando pra ele. – Falei seca. E logo me dei conta do que havia feito.
- Desculpa Rober, mas é que to aqui correndo risco de perder o emprego sabe e to me sentindo enrolada...
- Tudo bem. - Rober sorriu me aliviando
- Qual seu nome? Rober perguntou
- Andreza – Eu respondi. Não tive tempo de falar, e fazer mais nada porque meus ouvidos foram imergidos ao som da voz do Luan, se achegando a nós.
- Luan, a Andreza, trabalha aqui e corre o risco de perder o emprego, mas ela veio aqui pra falar com você! - Rober resumiu bem pra Luan, que me olhou, de cima a baixo, diga-se de passagem.
 - A moça do balcão! – Ótimo, ganhei um apelido ¬¬’
- Sim, tudo bem Luan? – Sorri sem graça e por instinto acompanhei uma gota de suor que escorria da testa de Luan que foi ate a ponta do seu nariz, que foi secado por ele, me fazendo acordar.
- Tudo. Andreza, né? Teu nome?
- É sim.
- Mas ce quer tirar foto comigo assim suado muie?
- Não preciso de foto Luan. Só queria falar com você, te dar um abraço. Parabenizar pelo Brazilian Day, mesmo que muito atrasado. – Eu parei de falar porque ele me olhava estranhamente, parecia quere me mandar calar a boca. Então eu calei.
- Ahahah obrigado, foi foda! E você com certeza estava lá comigo em pensamente não tava?
- Claro! Sempre com você, lembra? – E sorri.

O nervosismo já tinha ido embora. Eu já falava com Luan como se fossemos amigos. Nos demos conta que estávamos no meio do caminho, onde pessoas queriam passar. O Wellington nos disse que Luan precisava ir.

- E a minha foto com a Dessa? Posso te chamar assim né?
- Pode, mas eu prefiro Deza. Pode ser?
- Pode. Então e minha foto com ela, não vamos tirar não?
- Mas você ta suado Luan. Toma um banho primeiro.
- É Luan toma um banho, e quando você for sair pra seu compromisso você tira, eu espero, já esperei tanto mesmo! – Sorri outra vez. Dessa vez mais abobalhada, ele tava olhando pra mim, prestando atenção no que eu falava e... Espera! Porque os olhos dele não saem da minha boca? ihhh

Senti meu rosto queimar e com certeza estava ficando vermelha de vergonha, Luan riu sem graça percebendo que eu percebi que ele olhava pra minha boca. Eu sorri descaradamente e balancei a cabeça como se não acreditasse no que estava acontecendo ali.

- Vai Luan, tomar banho, depois a gente se fala na recepção.

E foi o que ele fez.



Continua...

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Esqueci de Te Esquecer...



                              Capitulo 10       

            Na entrada do consultório uma moça nos esperava, uma menina novinha, uns 20 anos mais ou menos, cabelos longos e ruivos, pele branquinha igual algodão, ela sorria pra Caio, fiquei com ciúmes, ele virou olhou pra mim e sorriu, ignorando a menina.
- M. Caio, Jayne est em attente s’il vous plaît me suivre (Sr. Caio a Dra. Jayne está a sua espera por favor me acompanhe).
- Vamos amor – Chamou-me Caio segurando minha cintura.
           
            Passamos por um corredor branquinho, todo iluminado e cheio de quadros, alguns estranhos outros bonitos. Entramos em uma sala ampla, bem arejada com uma mesa à frente, uma mulher de cabelos longos, lisos e castanho escuro, um sorriso branquinho.
- Oi meu amigo, como estas? – Perguntou a Doutora falando nossa língua, eles pareciam bem íntimos, não gostei muito.
- Oi Jayne, estou muito bem e você? Melhorou? Fiquei sabendo que estava com problemas com sua família.
- É melhorei, foi só uma discussão.
- Que bom que esta tudo bem, boom, eu quero lhe apresentar minha namorada – namorada? Ele me chamou de namorada? Uai, agente ta namorando e eu não to sabendo? – Pamela essa é a Dra. Jayne que te falei, uma velha amiga minha.
- Amiga, sei – Disse entre dentes – Oi prazer Dra. Jayne – Encarei a mulher que estava a minha frente.
- Oi prazer é todo meu, sente-se – Cumprimentou-me mostrando umas cadeiras super confortáveis para nos sentarmos. – Então vamos lá, o Caio me disse que você esta grávida de gêmeos...
- Sim, - Respirei fundo – Estou...                  
- Olha que coisa maravilhosa, parabéns pra vocês dois – Nós dois? Ta bom, preciso ter uma conversa com o Caio quando chegar em casa, como assim “parabéns pra vocês dois”? O que será que ele anda dizendo, que eu estou grávida dele? Ain... – Por favor me diga o seu nome inteiro – Perguntou Dra. Jayne esperando minha resposta pra começar a digitar meus dados.
- Bom, meu nome é Pamela Gonçalves, tenho 19 anos, nasci dia 04/11/1992...
- Você fazia acompanhamento medico no Brasil?
- Sim, comecei a fazer mais aconteceu algumas coisas que me impossibilitaram de continuar.
- Quantos meses que você está?
- 3 meses e 20 dias.
- Humrum, e aí ta sentindo algum desconforto? Alguma dor?
- Bom, ontem a noite eu senti umas fincadas muito fortes no meu ventre, pensei que fosse contrações, mas logo passaram.
- Sei – Ela digitou mais algumas coisas, se levantou de sua cadeira, pegou seu estetro e seu esfigno para aferir minha pressão – Bom, sua pressão esta um pouco alta, você tem casos na família de hipertensão?
- Sim, alguns parentes meus tem hipertensão, mas minha pressão sempre é normal.
- Ok, bom vou ficar de olho em você, temos que fazer acompanhamento, vou marca um ultrassom pra ti no final de semana, lá pra sexta-feira ok? Seus bebês parecem fortes, mas tu tem anemia e sua pressão esta alta.
- Sim Doutora eu não vou faltar.
- Caio vai cuidar muito bem de você.
- É eu sei que vai. – Disse olhando meu novo amor, eu devia cair na real e deixá-lo, caramba era errado isso né, ficar com um, grávida de outro.
 Ele sorri, meu mundo desaba, deito meu rosto em seu ombro, sua mão livre me envolve, esquecemos da Doutora, ela tossiu.

- Obrigado Dra. Jayne – Agradeceu Caio ainda me envolvendo no seu abraço.
- Obrigada! – também agradecei.
- Por nada queridos.

            Não demorou muito para sairmos do consultório, a Dra. Jayne era bem legal, parecia que eu estava em mãos de dois médicos muito bons.
            Passamos pela recepção, a garota ainda estava por lá, ela nos olhou e sorriu, retribui o sorriso e Caio fez o mesmo.
            Já dentro do carro fez silêncio. Eu observa as ruas, estava na época de Natal, pensei na minha família no Brasil, pensei nos meus amigos que havia deixado pra trás, pensei na minha vida que eu tinha lá, e no Luan. Ain o Luan, não sei por que ainda penso nele, foi só uma noite nada mais, jurei a mim mesma que os filhos que eu carrego é só meu, que não tinha nada a ver com ele, mas o Caio não é o pai, ele estava fazendo o papel de pai mais isso é injusto, ele tem que ter os filhos dele um dia, uma família.

            Pensei por longos minutos no que fazer de minha vida quando meus pequenos nascerem, até que Caio chamou minha atenção.

- Amor! – Cutucou-me Caio.
- Oi...
- Olha lá que linda. – Espiei pela janela, era uma arvore imensa estavam todos preparados pro Natal.
- Ela é realmente muito linda amore. – Falei encostando meu rosto em seu ombro novamente.
- Você quer ir pra casa?
- Sim, por favor. – Disse com uma voz chorona.

            Não demorou muito e já estava lá em casa, estranho falar em casa, mais era isso que aquele lugar era pra mim, a minha casa, a minha nova casa.
            Caio abriu a porta e eu estava atrás igual a uma múmia, eu mal andava, ele que me puxava. Não havia ninguém na sala, estranhei.

- Eu vou na cozinha comer alguma coisa ta?! – Falei dando um beijo no rosto de Caio.
- Ta bom amor, vou procurar o Moises.

            Quando cheguei na cozinha Chickity estava com o João Pedro brincando de aviãozinho, ele deve que não queria Jantar né. Entrei de mansinho, peguei algo na geladeira pra comer, um pedaço de torta. Sentei ao lado de Chickity e fiquei a observando da comida pro meu pequeno.

- Vous ne pouvez pas manger très sucré Pami (Você não pode ficar comendo muito doce Pami! ) – Disse Chickity me fazendo sorrir, ela sabia que eu não entendia absolutamente nada.
- Quando eu entender eu te respondo ta?
- Vous devez apprendre à parler français (Você precisa aprender a falar Francês)
- Chickity eu não entendendo nada, vou dormi ta bom.               

Não a esperei responder, deixei o prato que comi a torta na pia, e sai da cozinha determinada ir pro meu quarto. Mais fui parada ao chegar ao corredor, Graziiy estava com uma pressa e mal falou algo apenas segurou em minha mão e saiu me arrastando até que estivéssemos fora do apartamento.

- Eí, dá pra me dizer alguma coisa? Eu preciso de uma explicação né, aonde vamos?
- Vamos ali comigo eu preciso conversar com você.
- Ta bom.

            Entramos no elevador.

- Bom aqui ta seguro. Eu passei em frente ao quarto do Moises e ouvi-o com Caio conversando.
- Hum, sei o Caio me disse que iria falar com o Moises, o que tem isso?
- Eu ouvi ele perguntando ao Moises, se ele ajudava ele num negocio.
- Que negocio?
- Ele ta querendo te levar pra ver seus pais no Brasil no Natal.
- Como assim ver meus pais no Natal? Ir pro Brasil? – Alterei a voz – Ele ta doido? Eu não posso ir ao Brasil, não posso e o Luan? Ai meu Deus eu não posso.
- Eu só queria te contar isso por que sabia da sua reação, e provavelmente ele irá te contar a noite, acho que antes ele queria saber a opinião do Moises.
- E o que foi que aquele trem disse?
- Ele contou tudo, disse que você estava aqui escondida dos seus pais, ele só não contou como que chama o pai dos bebês, graças a Deus que ele não sabe, por que se não ele contaria isso também.
- Eu preciso conversar com o Caio, tenho que contar a verdade há ele.
- Você vai falar sobre o Luan com ele?
- Não, sobre o Luan não, eu só vou terminar o que não devia ter começado.
- Você vai terminar com o Caio, Pam?
- Sim amor, eu não devia ter ficado com ele, vou agradecer por tudo e amanhã sairemos desta casa.
- Que droga Pam, eu tava gostando daqui.
- Eu também, mais não há outra maneira a não ser irmos embora.
- Você tem certeza?
- Sim tenho!

            Saímos do elevador Graziiy foi da uma volta pela cidade, a fim de apreciar talvez o último dia morando num lugar tão lindo como esse bairro, e eu subi novamente ao apartamento, agora era só eu e o Caio.
            Tombei com Moises no corredor quando sai do elevador, ele disse que estava indo atrás da Graziiy, perguntei se Caio estava em casa, ele disse que sim, que só estava ele, a Chickity e o João Pedro também havia saído há alguns minutos.

            Despedimos.

            Caminhei mais lentamente do que o normal estava com medo, na verdade estava com raiva de mim por não conseguir ser mais dura e fazer o que tem que ser feito. Quase dei pra trás ao abrir a porta e ver Caio deitado no sofá da sala de visita. Ele sorriu pra mim, minhas pernas tremiam mais que vara verde. Respirei fundo.

- Pam, amor você ta bem?
- Eu preciso falar com você Caio.
- Hãn vem cá, senta aqui vamos conversar, eu também quero falar com você.
- Você começa. – Falei logo após ter sentado no sofá.
- Ta bom, - Ele parou antes mesmo de começar, me olhou atentamente fiquei com vergonha, não gosto quando me olham daquele jeito – Você tem certeza que esta bem? Parece meio pálida.
- Eu to bem, pode falar.
- Eu conversei com o Moises e ele me contou que você saiu fugida de casa né.
- É eu sai.
- Por quê?
- Bom... Eu não tava conseguindo olhar pros meus pais, eles estavam tão arrasados, tão magoados, acabados, sabe, nossa meu coração doía tanto, ver os olhos deles cheios de lágrimas, eu cheguei a pensar em desistir de tudo, de me matar e não causar mais dor aos meus pais, que sinceramente não merecem o que eu fiz com eles.
- Pami... Você só estava grávida.
- Só, só estou grávida, e acabei decepcionando eles, poxa eu tinha uma vida inteira pela frente, eu só tinha 18 anos quando tudo aconteceu, quando fiz o meu primeiro ultrassom e vi que estava carregando comigo duas crianças ai sim meu mundo caiu, minha mãe mal olhava pra minha cara, ela não falava nada comigo, não comia direito, não dormia direito, não estudava direito, não vivia, tive que tomar uma decisão, se eu não podia me matar, então eu sumiria da vida de meus pais como se eu nunca tivesse conhecido eles. Por isso não quero ir ao Brasil neste Natal, eu não quero voltar ao Brasil nunca mais Caio, sei que você quer me levar pra lá, ouvi a conversa sua e do Moises quando estava passando em frente à porta do seu quarto...

 Tive que mentir não podia falar que foi a Graziiy que ouviu a conversa e me contou depois

- Eu não quero lhe prender aqui, não quero que você se responsabilize por uma coisa que você não fez, os filhos são meus, eu os fiz e eu que vou arcar com tudo, desculpa mais não posso mais continuar aqui, não posso mais viver sobre seu teto, você é novo e tem uma vida inteira pela frente, você pode criar uma família, ter filhos, uma esposa que te ama. Obrigada por tudo que você fez por mim, pelos seus carinhos, pelo seu amor, pela sua casa que você nos emprestou durante esses dias que estive aqui, mais amanhã sairei cedo com meus amigos, e vamos procurar uma casa, não queremos mais estragar tua vida. Não me arrependo de nada que fizemos, você só me fez bem, mais isso já foi longe de mais...
- Pam... Posso falar?
- Não você não tem nada que falar, eu já decidi e nada que você dizer vai mudar minha opi... – Fui parada, nossos lábios se encontrar com uma força absurda, não tive como o parar, estava perdida e envolvida por ele.
- Não vá embora, por favor? – Pediu-me Caio desgrudando nossa boca, para me abraçar.
- Caio, eu... – Não consegui segurar, desabei no choro – ...Eu to tão sozinha sabe, meus pais me odeiam por ta grávida, meus amigos tem dó de mim e por isso me acompanharam, o pai dos meus bebês não pode ficar comigo, eu não sei com quem contar, não sei o que fazer to mais perdida que cego no tiroteio, eu sou nova mal consigo cuidar de mim, imagina eu cuidando de duas crianças meu Deus, não posso te prender a mim Caio, não posso te dizer EU TE AMO sendo que meu coração pertence a outro.
- Pam, eu não to pedindo que você me ame, sei que amor é com o tempo, agente agora que ta se conhecendo, eu me sinto tão ligado a você, eu não vou te abandonar guria, nem que me matem. Você jamais estará sozinha. – Falava Caio olhando em meus olhos cheios de lágrimas. A minha consciência doía, sei que Caio é gente boa e tal, mais prende-lo a mim não é certo.
- Isso não é certo Caio.
- Eu não me importo Pam.
- Caio... Eu não posso ficar com você.
- Pam, olha é difícil você se apaixonar por mim, sei que você gosta do pai dos seus filhos, mais então fica aqui em casa, fica perto de mim, como amigos.
- Como amigos?
- Sim, amigos – Ele estendeu a mão pra que eu pudesse pega-la, como se tivéssemos fazendo um acordo, sorri.
- Obrigada – Não peguei em sua mão, avancei e lhe dei um abraço forte.
- Estou fazendo isso por que eu amo você, não sei como mais eu amo, e sei que você também pode me amar, é questão de tempo.

            Fizemos silêncio, me senti mais segura do que nunca.                   



Continua...

domingo, 25 de setembro de 2011

Esqueci de Te Esquecer...



Capitulo 9

            Acordei com uma dor muito forte no ventre.

- AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAin – Gritei com as mãos na barriga.
- Pami? O que aconteceu o que você ta sentindo? – Perguntou Caio preocupado sentando-se na cama.
- Eu to com dooooooooor, aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa ta doendo, Caio me ajuda.
- Ta acalma, respira. – Ele levantou o lençol – Você não tem sangramento, Pam, deve ser uma contração – Ele se levantou pegou o estetoscópio e o esfignomanometro que estavam na minha bolsa, pra aferir minha pressão, não demorou muito, a dor já havia passado, meus bebês estão crescendo, deve ta apertadinho de mais pra eles – Bom sua pressão esta um pouco alta amor, isso não é muito bom, eu sou cardiologista não cuido dessas coisas mais tenho uma amiga que é obstetra e ginecologista, vou marca uma consulta pra você.
- Humrum – Concordei, envolvendo Caio em um abraço forte. – Obrigada, a dor passou, eu vou tomar um banho agora, e depois agente conversa. – Falei por fim, segurando no colchão pra ter impulso e me levantar, fui direto pro banheiro.
            Tudo bem que Caio é um amor, com ele me sinto segura, e esqueço-me daquele rapaiz que canta, mais não posso ficar com ele grávida, meus bebês já reconhecem isso, ooown tão novinhos e já sabem o que querem.

            Tomei um banho rápido, vesti um pijama. Minha intenção era ir pra sala encontrar meus amigos, e deitar no peito do Caio quando conversávamos. Mas, não consegui sair do quarto. Estava sozinha, Caio tinha ido ver como estava meus amigos, e me deixou descansar, eu queria pular do prédio, sumir e não mais viver, pensei em meus filhos, pensei que agora teria um motivo pra continuar vivendo, no meu ventre estavam dois bebês que vieram do homem que eu mais amei na minha vida, o homem que me ensinou a não desistir dos meus sonhos, mesmo eles sendo impossíveis.

            Deitei na cama, peguei o travesseiro e o coloquei no rosto – Pensa sua idiota – Gritei, sufocando o grito no travesseiro.

- Assim você morre! – Disse Caio na porta do quarto.
- Não morro não. –Falei retirando o travesseiro de meu rosto e o jogando novamente em seu lugar.
- E ai como você ta? – Perguntou sentando-se ao meu lado novamente.
- Uai, to bem amor, a dor passou era só meus bebês com ciúmes.
- Ciúmes? É deve ser mesmo, mas de qualquer forma já liguei para a Dra. Jayne ela te atenderá hoje à tarde.
- Hum, ta bom eu preciso mesmo consultar, sai do Brasil sem nem ver minha médica.
- Vai dá tudo certo ta meu amor?! – Consolou-me Caio sentando ao meu lado – Você acredita em amor a primeira vista? – Perguntou sem mais nem menos, deixando-me boquiaberta.
- Acredito, por quê?
- Por que eu estou completamente apaixonado por você Pam, desde o primeiro segundo que te vi, desde o primeiro momento que ouvi tua voz, eu não consigo mais parar de pensar em você, ontem a noite foi o momento mais feliz de toda minha vida...
- Caio – Disse parando-o – Você sabe muito bem que isso é errado né?
- Errado? É errado amar você Pami?
- Sim, presta atenção Caio, olha pra mim poxa, ta vendo essa barriga? Você sabe que eu to grávida, sabe que eu to grávida de gêmeos, sabe que os filhos não são seus não tem como ficarmos juntos comigo deste jeito.
- Ei, eu não ligo de quem esses meninos são, eu não ligo pra nada, eu quero você Pamela, entende isso muié – Caio se aproximava ainda mais de meu rosto, estávamos tão próximos que seu hálito fresco me fazia arrepiar, eu o queria mais não podia tê-lo, isso era errado de mais né.
- Caio... por favor não faça isso, não faça isso comigo – Falei olhando fixamente pra sua boca, que me chamava.
- Eu sei que você me quer, sei que você me ama, no fundo você me ama também. Diz pra mim que você me quer, fale a verdade Pam, diz pra mim?
- Eu... – Respirei fundo – Eu te quero ma... –Não consegui continuar, nossos lábios se encontraram novamente, eu estava entregue novamente aos braços de Caio.

            Minha consciência doía, eu amava o Luan, mas o Caio me deixava feliz, ele estava me fazendo feliz, por mais que eu não queira ficar com ele, talvez esse seria o melhor caminho a tomar, preciso de um pai pros meus bebês, preciso esquece o Luan, e com certeza eu aprenderia a amar o Caio, isso era só questão de tempo.

            Acordei com a mão de Caio em minha cintura, não estava sentindo dor, meus pequenos estavam quietinhos, já eram mais de 14:00 hrs eu tinha que tomar outro banho, havia uma médica pra visitar.
            Levantei devagar, estava com medo de sentir contrações, andei com mais cuidado até o banheiro, lá pude relaxar, não senti nada. Depois do banho arrumei meu cabelo, peguei uma meia calça, um vestido, uma boina, uma bota, tava bom assim, o Caio tinha ido ver meus amigos, quando voltou no quarto me surpreendeu pegando minha cintura.

- Você está linda!
- Não to não. To gorda!
- Você ta grávida, tu quer ficar magra?
- Certo, mas já ta na hora?
- Sim, vamos?
- Hum... – Respirei fundo, virei pra ele, sorri – Vamos.

            Fomos até a sala de mãos dadas, os meninos que estavam vendo TV olharam e sorriram.

- Onde o casal ta indo? – Perguntou Graziiy deitada no ombro de Moises.
- A gente ta indo no médico, preciso consultar né flor?
- Ain é mesmo Pam, a gente nem pensou nisso quando saímos do Brasil.
- Coisa que nois pensa né Graziiy.
- Verdade. – Rimos.
- Xau, a gente se vê mais tarde.
- Xau amores. – Falei dando xau pro João Pedro que brincava com Chickity no chão da sala.

            Saímos do apartamento, no elevador encontramos um casal de idosos de mãos dadas, sorri quando eles olharam pra mim.

- bonne après-midi (Boa Tarde) – Disse o casal quando se despediram de nós no elevador.
- Ooown o que eles disseram?
- Hahaha Boa Tarde, vai se acostumando, tenho que dá umas aulas pra você e pros seus amigos.
- É também acho. – Falei sorrindo, ao sair de mãos dadas do elevador com Caio.


            Entramos no carro de Caio, as ruas de Bruxelas estavam calmas, um frio do cão, os prédios altos me chamavam atenção, mas não havia nada mais bonito do que os campos de girassóis, os imensos jardins, que tinham em cada canto daquela cidade. Pronto, estava apaixonada pela minha nova casa.
            Caio me mostrou alguns pontos turísticos da pequena Bruxelas, eu observava as pessoas andando, comendo, sorrindo, povo tão diferente do que estava acostumada a ver.
            O carro parou em frente ao um imenso prédio, outro prédio grande, saímos do carro, olhei pra Caio ele sorriu.

- É aqui amor, o consultório de minha amiga Dra. Jayne.
- Ta certo, amiga né.
- Iiiih, que lindo, crise de ciúmes?
- Não só to querendo saber mesmo.
- Sei. – Disse abraçando-me com um sorriso enorme. – Je t’aime (Eu Te Amo)
- Eu também amo você. – Falei sorrindo.
- Você entendeu?
- Tem umas coisinhas que já to arranhando.
- Ooooown, Je t’aime. – Nos beijamos no meio da rua algumas pessoas passavam e olhavam eu nem tava ligando – Amor, vamos entrar já estávamos um pouco atrasados.
- Sim, vamos lá né, seja o que Deus quiser.


Continua...