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terça-feira, 19 de abril de 2011

Em pleno Rio de Janeiro

♥ Prepare o coração!

XV

 [n/a: coloquem Amar não é Pecado pra carregar]. 
Eu fiquei duas semanas sem VER o Luan. Era tortura demais. Ele me evitava isso eu sabia, pois eu ligava pra ele e não me atendia. Droga eu estava surtando. Não comia direito, eu só queria saber o que Luan achava do que eu disse a ele. E ele faz isso comigo? Acho que realmente não sentia nada por mim. O jeito era eu me conformar. Até que um dia eu estava na minha cama deitada tendo um dos meus delírios, pois como não sabia o que se passava com Luan eu comecei a imaginar e tirar conclusões precipitada. Meu celular tocou quando olhei o visor e reconheci o número do Luan, eu sorria, pulava no quarto fazia tudo. Menos atender ao telefone. Atende logo sua anta! É eu me amo.
- Alô Luan?
- Oi minha linda. – ah! Chamou-me de linda. Posso surtar agora ou surto depois? Me ajuda gente. – Desculpa eu sumir duas semanas. Mas precisei pensar e fiz uma coisa pra você e me prometi que só ia falar com você quando estivesse tudo pronto. - Nossa não tinha uma promessa menos demorada não Luan? Quase morri aqui, eu me declarei e você sai daquele jeito? Mas sim eu perdôo.
- Agora me fala qual a surpresa?
- Ta me ouvindo direito? – Perguntou.
- Sim. Onde você ta? – Perguntei curiosa, indo pra janela. Abri e comecei a procurá-lo. Mas não o vi.
- Então escuta amor. (coloquem a música pra tocar) – De repente um som de piano invadiu meus ouvidos. Onde Luan estava pra ter um piano? Confesso que fiquei curiosa. Nunca o ouvi cantar. Ouvi atentamente o que ele cantava.

Eu não sei de onde vem,
Essa força que me leva a você.
Eu só sei que faz bem.
Mas confesso que no fundo eu duvidei.
Tive medo, em segredo, guardei um sentimento
E me sufoquei.
Mas agora, é a hora.
Vou gritar pra todo mundo de uma vez
Eu to apaixonado, eu to contando tudo
E não to nem ligando pro que vão dizer.
Amar não é pecado e se eu tiver errado
Que se dane o mundo eu só quero você.
(continuem ouvindo a musica.)

Eu não tinha reação. Ouvir o que Luan cantava fazia meu coração realmente doer. Ele sempre me amou. Teve medo também e agora ele me aceita de volta é isso? E mais, ele compunha essa musica pra mim? Eu era só lágrimas. A cada frase que Luan cantava eu ria, eu chorava, eu o procurava pela rua. De onde eu estava não dava pra ver muita coisa. Então eu desci pelo elevador e comecei a procurá-lo. Quando finalmente, eu o vejo perto da entrada, mais lágrimas brotaram de meus olhos. O piano era uma gravação. Mas ele cantava ao vivo pelo celular. Ele olhou em meus olhos, eu sorri largamente e as mais lágrimas começaram a cair.
- Eu te amo! – Ele finalmente disse e dessa vez eu não o interrompi. Foi tão lindo o ouvir dizer essas três palavras. Meu medo se foi. Meu amor só aumentou. Eu o queria ali mesmo. Eu o abracei. Muito forte. Eu não queria me soltar de seus braços.
Eu o peguei pela mão e o levei até meu apartamento mais precisamente meu quarto. Eu queria um tempo só pra nos dois. Pra conversarmos. Luan me beijou com saudade. E foi me empurrando pra cama. Eu sorria entre o beijo. Era muita saudade e eu precisava do Luan ali comigo. Luan me deitou em minha cama. Nada melhor que uma reconciliação dessas né? Luan se deitou por cima de mim. Suas mãos se entrelaçaram com as minhas. Ele se apoiava com os joelhos. Beijava-me com suavidade, sua língua me explorava e seu gosto se misturava ao meu. Minhas pernas se entrelaçaram em sua cintura. Ele partiu o nosso beijo pra beijar meu pescoço. Seus beijos eram calmos. Não havia pressa neles. E nem eu a tinha. Queria curtir cada momento. Suas mãos apertavam as minhas. Era saudade que transbordava em nós. Luan me olhou e disse novamente: - Eu te amo. – Eu sorri abertamente e o beijei. As palavras não saíram da minha boca, mas meus olhos já diziam tudo e acho que ele entendeu, pois ele sorriu e me beijou também.  Finalmente Luan soltou minhas mãos, e elas puderam ir parar em suas costas o agarrei com suavidade. Luan mordeu meu lábio inferior me fazendo arrepiar.
- Eu senti muita saudade sua Luan. – eu consegui dizer em meio a caricias de Luan. Ele sorri e me beija novamente.
- Eu também minha linda. – disse-me no fim de mais um beijo. – Eu quase morri de saudades. – ele exagerou, mas relevei. Não me importava mais com o que era exagero ou não. Ele estava ali comigo e bastava. Luan começou a descer os beijos por meu corpo. Começou a beijar o interior do meu braço começando pelos pulsos. Usando a língua, mas depois foi beijando toda a extensão do mesmo. Eu me rendia aos seus braços.
- Luan, eu te... – foi sua vez de não me deixar falar. Calou-me com um beijo quente. E suas mãos entraram por baixo da minha saia. E arrancou minha calcinha. É Luan já estava com pressa. Eu sorri e prendi minhas mãos em seus cabelos. Luan já ereto. Introduziu-me seu membro. Eu fechei meus olhos curtindo o prazer que Luan me dava. O apertei com meu sexo. Ele deu um leve gemido. E me apertou com suas mãos. Que estavam em minha bunda. O suor começava a brotar de nossa pele. E adoro ver Luan suado. Deixa-me mais exitada. Comecei a acompanhar os movimentos de Luan, continuando a cravar minhas unhas em suas costas. Eu queria marcá-lo pra saberem que ele era só meu.
- Promete que vai ser só minha Andreza? – Luan perguntou ofegante e olhava em meus olhos pude perceber que ele ainda tinha medo de me perder.
- Eu sou só sua Luan, não serei de mais ninguém. Acredite. – o beijei e continuamos nos movimentando. Já não nos importava o tempo só queríamos ser um só corpo. Luan beijava meu pescoço, eu mordia seu ombro. Pra nós aquele momento nunca acabaria. Mas ele logo teve seu fim. Não agüentamos mais e logo chegamos ao nosso orgasmo. Eu resmunguei algo indecifrável. Não o queria longe de mim, nem por um segundo. Luan saiu de mim e se recostou em meu peito e eu fiquei encostada na cabeceira. Com o coração ainda a mil pelo prazer sentido. Não achei hora melhor pra dizer o que queria há tempos. – Luan... – ele me olhou com curiosidade. – Eu te amo. E que se dane o mundo, eu só quero você. – Completei com uma frase da música que Luan cantara pra mim um tempo atrás. Seus olhos brilhavam.
- Não quero te forçar a nada meu amor. – disse colocando uma mecha do meu cabelo no lugar.  – Mas não é forçado Luan. Eu te amo mesmo. E muito. Nisso uma lágrima caiu dos meus olhos e Luan a enxugou com carinho afagando meu rosto. Deu-me um beijo carinhoso na boca e se deitou em meu colo. Eu fiquei afagando seus cabelos Luan cantarolando a canção que cantara há pouco.
- É linda essa música Luan. E sua voz é muito deliciosa. Porque não começa a cantar?
- Quem sabe um dia Andreza? – Falou sorrindo.
- Fã você já vai ter. Alias serão duas. Eu e Pami. – Mais um sorriso de Luan dessa vez com expressão de imaginação. Acho que gostou da idéia.
- Meu amor, eu estou cansado. Posso dormir aqui? – Perguntou-me.
- Mal se reconciliou e já que abusar Luan? – falei sorrindo. – Claro que pode. O beijei. Continuei a afagar os cabelos de Luan até ele pegar no sono. Eu logo adormeci também. E claro que tive uma boa noite de sono. 


Ate os proximos capitulos.....
Andreza.

domingo, 17 de abril de 2011

Em pleno Rio de Janeiro


XIV

Terça-feira. Mais um dia lindo pra curtir a vida. A vida perto dos meus amigos, e não do lado de Luan. Droga. Como era chato sem ele. Mas a vida segue seu rumo e eu tenho de ir junto. Meu pai ainda estava em casa quando acordei. É acordei cedo. Não sei bem o por que.
- Bom dia pai! – Exclamei e o abracei com saudades afinal a ultima vez que o vi foi na sexta, antes de tudo acontecer.
- Oi minha filha! Acordou cedo hoje. O que houve pra cair da cama? Vai sair com Luan? – Valeu pai! Tinha que  lembrar do Luan logo agora de manhã. Certo. Te perdoou porque você não sabe ainda. Então ai vai.
- Ham... – Falei coçando a nuca. Mania de quem? De quem? Isso mesmo! Luan. – eu terminei com ele pai.
- Mas como Andreza? Vocês estavam indo tão bem! – Meu pai falou com uma tristeza, que me espantei. Parecia que ele era o namorado de Luan.
- É houve um problema ai e eu terminei. Mas não quero falar sobre isso pai. – pedi e ele concordou, me servindo de seu café.
- Tudo bem minha filha! Você é quem sabe. Mas você esta bem? – perguntou-me preocupado.
- Ta tudo bem pai. Ta tudo bem. – falei indo lhe dar um beijo em sua testa.
Voltei para meu quarto e fiquei por lá não sei por quanto tempo. Eu me perdia em pensamentos. Pensava em tudo o que já tinha vivido nessa cidade. Sete meses. E minha vida não parou um minuto. Minha vida tinha mudado pra melhor. Menos a parte em que eu termino com Luan por MEDO. Como eu sou burra. Agora agüenta Andreza. Agora agüenta!
O Telefone tocou e eu fui saltitando até a sala e atendi. Afinal podia ser meu pai com saudade da filhinha aqui. Ui.
- Senhora Leite? – Uma voz estranha perguntou.
- Sou eu. – Disse desconfiada. Comecei a tremer. A voz estava seria demais. Tive medo do que viria.
- Bom dia, sou Gabriela, do Hospital São Vicente. Seu pai acabou de dar entrada, ele sofreu um acidente...
Não ouvi mais nada depois de PAI e ACIDENTE. Como assim meu pai envolvido num acidente? Não seria possível. Ele é tão prudente. Não podia estar acontecendo. Não agora. Como assim não posso perder quem eu mais amo. Já havia perdido Luan. Agora o meu pai? Não meu pai não. Voltei a minha atenção ao telefone, anotando o endereço do hospital. Desliguei o telefone e fui correndo para o apê da Pami para avisar do acontecido.
- Pami, meu pai esta no hospital. – falei chorando.
- Como amiga? O que houve? – Pami perguntou assustada.
- Não sei só me ligaram e eu to indo pra lá. Vamos comigo amiga? Eu não tenho força.
- Claro amiga, eu vou com você.
A caminho do hospital eu não parava de pensar no meu pai. Como ele sofrera um acidente? A moça no telefone não me deu detalhes. Como vou viver sem meu pai se ele... Ai nem quero pensar. Agora nem tenho mais o Luan pra estar comigo.
Eu só tinha a Pamela e o Fernando que essa hora não podia estar com a gente. Ele estava no trabalho. Mas a Pami fazia muito bem seu trabalho de amiga.
- Vai ficar tudo bem Andreza. Não foi nada grave!
- Como você sabe amiga? A atendente não disse nada.
- Vai dar tudo certo. Acredite. – Pami tentou me acalmar e eu só olhava pra rua enquanto o taxi nos levava para o hospital.
Chegando lá... Ocorreu-me um frio na espinha. Entrar em um hospital sempre me vinha coisas ruins na mente, como morte de minha mãe. Esquece disso Deza. Seu pai. Bom, entramos por uma imensa área, tudo branco, um silêncio de arrepiar. Estava vazio não via ninguém, isso me desesperou. Olhei a recepcionista, preocupada.
- Oi... – disse nervosa.
- Pois não! – falou uma moça morena, com um aspecto cansado, branquinha. Dava até medo.
- Meu pai, esta aqui? Ligaram-me, avisando.
- Qual o nome?
- Pedro Leite.
- Sim, ele está. Seu pai sofreu um acidente. Foi trazido pelos bombeiros. Não aconteceu nada de grave. – olhei pra Pami, ela estava tensa. Eu também – neste momento ele esta em repouso.
- Posso vê-lo?
- No momento, não. Por que ele está dormindo. Por favor, espere! A Doutora Elizabeth, as informará direito sobre o caso do seu pai.
- Aí meu Deus, Pami!
- Acalme-se, ele está bem.
- Vem Deza. Vamos nos sentar. – Pami segurou minha mão e fomos para a sala de espera.
            Tudo bem a recepcionista falou que tudo estava bem, mais eu não conseguia acreditar. E se ela estivesse dizendo isso apenas para me acalmar? E se meu pai não estivesse bem? Ai meu Deus, o que seria de mim?
            Pami me abraçou, e eu deitei minha cabeça em seu ombro. Até que a médica veio falar conosco.
- Doutora como ele esta?
- Bem, seu pai tem muita sorte. Ele apenas quebrou o braço, e sofreu alguns cortes. Ele já está medicado e engessado. Mas vai ter que ficar em observação. Ele estava com uma febre muito alta.
- Quanto tempo Doutora?
- Eu dou no máximo quatro dias de observação. Ele é forte, vai se recuperar rápido.
- Eu posso vê-lo?
- Nesse momento ele esta dormindo. Então não é bom incomodá-lo.
            O alto falante, chamou a Doutora.
- Bom meninas. Vão para casa e voltem amanhã, já esta tarde. Seu pai vai ficar bem. Agora eu tenho que ir.
- Obrigada!
            Ela deu um sorrisinho de lado, e saiu de nossa visão.
Já fazia três dias em que meu pai estava no hospital. Eu estava surtando. Não era nada grave. Mas o fato de ter corrido o risco de perder meu pai, mexeu comigo. Pami me convidou pra ir a uma balada relaxar. E eu já estava pensando seriamente em ir. Luan veio ver meu pai. Depois do ocorrido, a gente não conversa direito. Não quero muita intimidade, para não correr o risco de me entregar a ele sabe? Ele andava por ai com a Mariana. O que me deixava irada. Mas Fernando me disse que ele não estava ficando com ela. Dúvido. Mas não quis contrariar o Fernando né! Eu também não estava com cabeça pra isso.
- E ai amiga, vamos pra balada? – Pami insistiu.
- Vamos amiga. Hoje mesmo pode ser? Meu pai vai ter alta amanhã e eu preciso sair pra esfriar a cabeça.
- Ok. Então vamos pra casa. Deixa o Fernando aqui com seu pai e nos vamos ok? – Só assenti com a cabeça.
Fomos pra casa, ainda me sentia mal por deixar meu pai no hospital e ir a uma balada. Mas eu precisava né? Mas tarde naquela noite Pami foi ao meu apartamento me buscar.  A balada é boa. Taj Louge, muito conhecida aqui no Rio. E estava bombando como sempre. Na festa eu só queria saber de beber. Bebia todas. Afogar as magoas e os problemas. Não deu muito certo, só me deixou bêbada. Não estava nem ai pra isso, eu queria curtir. Nunca dancei tanto na minha vida. Até Pami estava me estranhando. Nem ai pra ela também.
- TO AMANDO ISSO AQUI AMIGA! – gritei por causa da música alta.
- ESTOU VENDO, EU ESTOU VENDO. – disse Pami com uma expressão de estranheza.
Depois disso vi um garoto lindo. Olhos claros branco, totalmente o oposto do Luan. Ele não parava de me olhar, mordia seus lábios, era ele quem eu queria. O chamei pra dançar comigo. Ele veio. Gelei. Bebida da uma coragem né? Ele veio e já foi segurando em minha cintura e dançava conforme o ritmo. O clima foi esquentando e logo estávamos nos beijando. Beijo longo e profundo, sexual na verdade. Ele queria me engolir ali mesmo. E eu me entregaria ali mesmo. Sem saber nome nem nada. Pena o lugar não ser apropriado. Ta o beijo já estava esquentando demais. Sua língua me invadia a boca e lutava contra a minha língua. A sensação era muito boa. As mãos dele começaram a me apertar. O clima realmente estava bom. Mas comecei a me sentir invadida. Como assim Andreza? Logo agora? Deixa ele amor, aproveita! É minha razão pedia pra eu continuar, mas que meu coração não sei bem o porquê não queria deixar.  De repente eu o soltei e fui procurar Pami. Eu queria ir embora daquele lugar.
Já no taxi eu comecei a chorar. Acho que era efeito do álcool.
- Amiga, o que houve? – Pami disse assustada olhando minha reação.
- Eu não sei! Esbravejei. Eu senti um vazio quando eu o beijei amiga, não sei o por que. Mas não consegui continuar. Não é ele quem eu quero! E ainda meu pai no hospital.  Havia muitos sentimentos me confundindo meus pensamentos.
- E quem é então Andreza? – perguntou-me Pami já sabendo a resposta. Eu só a olhei. Ela me abraçou por cima dos ombros me apoiando.
- Andreza, o Luan te ama. Porque não quebra esse orgulho e pede pra voltar? Ele ta te esperando.
- Eu não consigo amiga.
- Não o faça esperar tanto. Ele pode cansar.
- É, e a Mariana vai estar lá junto dele né Pamela? – Perguntei parecendo uma criança com medo de apanhar dos pais.
- É então você não pode dar bobeira amiga. Fala com ele?
- Vou tomar coragem Pami, ai eu falo com ele ok? – Falei abaixando minha cabeça, dando fim ao assunto.
Era dia da alta do meu pai. O Luan o foi buscar a pedido de Fernando. Agora imagina como eu estava. Nervosa porque não sabia como chegar e falar com ele. Luan me olhava de um jeito que queria fazer algo, mas não tinha coragem. Às vezes seus olhos mostravam tristeza. Muitas das vezes eu desviava o olhar por vergonha de deixá-lo assim. Sabia que ele não estava bem e a culpa era minha. Toda minha.
Aquele dia eu não estava muito bem, mas como era um dia importante eu fui buscar meu pai com meus amigos. E pro meu pai eu era só sorriso.
- Que bom minha filha que você veio. – disse meu pai abrindo um sorriso do tamanho do mundo.
- Claro que vim pai. Acha que ia deixar o amor da minha vida aqui sair sem minha companhia? Nunca! Falei e logo beijei seu rosto.
- O meu amor, assim o Luan fica com ciúmes. – meu pai e a mania de me deixar sem graça.
- Relaxa seu Pedro, aqui não tem isso mais não! – Luan falou e me olhou áspero. Engoli seco. Será que não ia mais ter o Luan pra mim? Medo.
- Luan, você almoça com a gente né? Você não é mais meu genro, mas eu quero você comigo. Esteve sempre presente aqui no hospital. Nada mais justo que comemorar minha saída. – Luan me olhou sem graça como me pedisse permissão. eu sorri.
- Tudo bem. – Disse mexendo em seu cabelo. Lindo por sinal. Comemorei por dentro.
Já em casa, pedimos o almoço, japonês. Todos acomodados na sala, Luan me olhava de vez enquanto. E sorria pra não ser grosseira. Eu já suava frio sem saber o que fazer. Fernando e Pamela só riam da minha situação. E meu pai como sempre, me deixando vermelha igual pimentão.
- E então pombinhos não tem jeito de vocês voltarem não? Eram tão lindinhos juntos.
- Pai! – O repreendi na hora. Luan deu um meio sorriso, me olhando esperando uma resposta minha. Eu nada disse só o olhei.
- Tudo tem seu tempo, Pedro. – Finalmente Luan, mãos aos céus. Esse era o sinal que eu precisava. Agora só faltava a coragem tomar conta de mim.
- Luan... – eu tentei falar, mas a campainha me atrapalhou. Ele pareceu não me ouvir e me olhou confuso. – A comida. Pode pegar pra mim? – fiz bico. Ele sorriu e a pegou junto com Fernando.
O almoço foi tranqüilo. Pouco papo. Meu pai teve sorte de ter quebrado o braço esquerdo, imaginei como seria a dificuldade se ele tivesse fraturado o outro braço. Coitado! Mas foi ótimo ter meu pai depois de uns dias no hospital. Eu sentia muita falta dele. Não só dele vocês sabem. Enfim o dia correu ótimo, mas eu precisava falar com Luan, mas cadê a coragem? Achando me avisem viu! Enfim, no fim de tarde eu já estava no quarto sozinha, não queria ficar olhando Luan sem ter o que falar. Acho que estava me preparando para o que ia falar. Quando de repente Luan entra todo sem graça. Parecendo que nunca tinha entrado no meu quarto. Sorri pra o confortar. Ele sorriu também.
- Ei, porque esta sozinha aqui, hein? Seu pai ta tão feliz.
- Não sei eu não estou muito bem Luan. – Falei cabisbaixa. Uma angústia me invadiu. Senti uma enorme vontade de abraçá-lo. Mas me contive.
- O que você tem? Quer ir ao médico?
- Não o que eu tenho nenhum médico pode me ajudar. – meu anseio por abraçá-lo só aumentava, não sabia quanto tempo ia agüentar.
- O que é Andreza, ta me assustando. – Luan falou realmente assustado se aproximando de mim. Realmente, mais alguns segundos perto dele e eu ia abraçá-lo.
- Não sei Luan. Só preciso de um abraço. – Luan me abraçou muito forte. Parecia estar precisando do mesmo abraço que eu. Eu fraca comecei a chorar. A saudade era muita e eu não podia viver sem meu amor. E sem o seu amor. Não agüentava mais.
- Luan não me deixa aqui sozinha não, por favor! – Implorei por entre as lágrimas. Luan parecia confuso, pois me olhava sem entender nada.
- Claro. Mas o que esta acontecendo? – Me explica.
- Luan eu sinto muito a sua falta. Eu quero você de volta a tempos, mas não sabia com dizer e quando eu te via com a Mariana, eu tinha raiva e desistia. Mas não sei o que fazer sem você na minha vida. – e foi assim mesmo, falando tudo sem ao menos respirar que eu disse que queria voltar. Luan me soltou e parecia pensar. Na verdade acho que queria me torturar, isso sim. Mas me abraçou novamente. E fez o favor de sair e não dizer nada. Deixando-me sem entender nada. Obrigada Luan por me abandonar.
  
Aguarde os próximos capitulos.

E ae estao gostando? me digam, nao me deixe pensar que nao! 
Beijos, Andreza.

sábado, 16 de abril de 2011

Um SonhO BOM

Capítulo 10
Um pedido inesperado
Sei que o Luan é romântico, mais pra que tudo isso?
__Luan, o que foi? Ta acontecendo alguma coisa de grave com você, me diz pode confiar em mim. To ficando preocupada!
__Não Dany calma, não aconteceu nada de grave comigo. Ainda.
__Ainda? Como assim dá pra me explicar? Você ta me deixando maluca! – voltei meus olhos para ele.
__Eu não consegui dormi direito está noite, pensando em você Dany. Eu virava de um lado para o outro e sentia o seu perfume no travesseiro, não preguei meus olhos.
Suas mãos estavam na minha, não sabia se estava tremendo ou se estava feliz por ouvir aquilo.
__Mas... – ele me faz perder todo o meu raciocínio, fui surpreendida com um beijo. Fiquei mais nervosa do que a primeira vez, meu coração passou dos 360 km/h não sabia se chorava ou se sorria.
__Me deixa falar, por favor, Dany, eu preciso dizer o que eu to sentido. – eu não digo mais nada. Já nem tenho mais fôlego nem pra falar um A. - Quando você desceu do carro de madrugada, eu não sabia o que fazer perdi completamente o rumo, meu amor. Era como se o meu mundo tivesse acabado, como se alguém tivesse o explodido completamente. Dany, eu nunca senti isso, você sabe disso eu sei que você sabe. Li o seu caderno, cada página que se passava, me dava mais e mais saudades de você. Sinceramente eu não sei se consigo mais viver sem você Dany, e é por isso que eu vim até aqui na casa da sua prima. Não posso mais esperar, eu não consigo mais...
__Desculpa Luan mais se você não sabe eu tenho que te dizer, olha lá de fora, quantas meninas lindas dariam a vida para estar com você. Tudo bem passamos a noite juntos, e foi bom – como foi bom - mais Luan isso acabou.
__Você não gosta de mim, é isso?
__Não, seu bobo não é isso. Espera fecha os olhos.
__Como? O que você tá dizendo?
__Xii... feche os olhos, por favor confie em mim, como eu confiei em você.
Ele me olha desconfiado mais fez o que eu pedi.
Peguei sua mão e levei-a até o meu coração.
__Você está escutando, meu amor? Você é o único que consegue fazer meu coração bater mais rápido e mais lento ao mesmo tempo, vê se acredita em mim Luan, eu não estou dizendo que não gosto de você seu bobinho, EU TE AMO! Nunca, jamais menti sobre isso. Apenas não da para ficarmos juntos.
__ O problema é com as minhas fãs? – disse ele já com os olhos abertos.
__Não, não é elas. Sou eu! Luan olha pra mim. – disse levantando da cama. - pensa bem meu amor, como eu posso ficar com alguém como você? Está certo eu amo você, mais não conseguiria viver pensando que comigo você poderá viver infeliz. – não consegui segurar minhas lágrimas, foram mais fortes do que eu. – Meu sonho é poder ficar com você, mas Luan...
__Não diz mais nada Dany. – ele levanta também e me beija fazendo o meu mundo girar.
Como poderia ficar com ele? O amor da minha vida, pedindo para ficar comigo e a burra aqui recusando.
__Eu, não posso Luan! – abaixei minha cabeça para parar um pouco a tontura e para não olhar nos seus olhos.
__Por que não Dany, tudo bem agente não vai se ver muito, por eu ter muitos shows, mas eu sempre vou estar com você.
__Você sempre esteve Luan.
__Eu sei que você quer ficar comigo tanto quanto eu quero ficar com você. – ele analisa minha cara de preocupação – Ou tem outro motivo?
__Não eu não tenho motivo nenhum para não ficar com você meu amor. Só pensa bem, olha eu sou a menina mais esquisita da minha cidade, já fui chamada de tudo conter coisa, não dá para você ficar comig...
__Dany, não me importa se te chamam de esquisita. Bobo deles, pois não conhecem você como eu conheço. Não faz isso comigo meu amor, eu não sobreviveria mais nenhum dia sem você. – exagerado.
__Tá bom Luan, não vou ser mais boba só vamos TENTAR, experimentar primeiro para vê se vai dá certo. Não quero que suas fãs te larguem por minha culpa, não quero que elas parem de gritar, de ficarem apaixonadas por você. Por eu estar contigo, tá bom?
__Então você aceita ficar comigo? – ele agora estava sorrindo, parece que nossa cara de choro passou.
__Sim eu vou ficar com você, mas com uma condição. – ele assentiu – Nunca, jamais deixe suas fãs, faça elas felizes, as abrace, as beije, pois o motivo de você ser o que você é hoje é graças a Deus e a elas.
__Tudo bem, eu prometo para você. Mas antes me deixa fazer isso direito! – de repente eu o vi tirando algo do bolso, era uma caixinha, não podia acreditar esse doido não tinha trazido isso. - Danielle Gonçalves Rose Santana no futuro – dei um sorriso, vai ser bobo – você aceita namorar comigo?
__Sim eu aceito, senhor Luan Rafael Domingos Santana. – ele coloca o anel em meu dedo.
De repente nossos lábios estavam colados. Meu coração batia rápido, segurei em seus cabelos entrelaçando-os em meus dedos.
__Meu namorado! – disse sorrindo.
__Minha namorada! – ele retribui cortando o beijo.
__Hum... E então, você não vai para sua casa hoje? – perguntei quando já estávamos na cama de novo.
__Vou não. Amanhã eu tenho show, vou dormi no bicuço! Mais eu te ligo toda hora, você não vai se livrar de mim tão cedo, mocinha!
__Ta bom, eu nem quero, mocinho.
__Agora me diz o que você vai fazer hoje?
__Ir embora. Tenho que voltar para a casa depois do almoço lá pras 15hrs mais ou menos, amanhã eu tenho que trabalhar não posso ficar mais aqui. Bem que eu queria mais não posso!
__Fica eu levo você!
__Tá louco Luan, pra que meu amor não precisa minha cidade é logo ali não demora muito, para chegar lá.
__Então agente só tem mais ou menos três horas para ficar juntos?
__Sim, sim é verdade. Apenas três horas e depois cada um para o seu rumo. E falando em rumo, agente esqueceu o povo lá na sala, eles devem estar preocupados com agente Luan!
__Ih, é verdade eu me esqueci deles, também com você comigo eu perco completamente a cabeça.
__Hum... Me Deus! – revirei os olhos e ele riu – Espere um minuto antes de irmos!
__Tá bom, mais só se eu ganhar mais um beijo!
__Isso não precisa nem dizer, meu amor.
Depois do beijo, enquanto eu limpava meu rosto tirando a maquiagem borrada. O Luan colocava seu número em meu telefone, e anotando o meu no dele.
Tudo pronto dei a mão com a aliança para o Luan.
__Vamos?
__Para a minha tristeza, vamos!
__Não começa Luan. Olha que eu te prendo aqui e você nunca mais vai sair. – rimos.
__Coitada das minhas fãs. Elas vão te matar sabia.
__Humrum...
Saímos do quarto. A tremedeira tomou conta de mim, droga o que eu vou dizer?
Chegando na sala, todos estavam a nossa espera, quando viram que eu e Luan estávamos de mãos dadas e eu de aliança ficaram brancos que nem fantasmas. To ferrada!
Passamos por todos e Luan chamou seu segurança.
__Te vejo mais tarde Dany? – disse-me dando um beijo na testa.
__Se eu sobreviver, te ligo, meu amor.
__Ta bom, fica com Deus! – ele levanta uma sobrancelha e olha por cima do meu ombro - E boa sorte!
__Você vai com ele, e obrigado pela boa sorte, eu vou precisar.
Capítulo 11
Contra parede
Fechei a porta e respirei bem fundo, sabia o que eu tinha que agüentar, então virei na direção das minhas primas, tinha muito que explicar.
__Dany, senta aqui pode começar a explicar. – disse Aline que logo levantou e pegou minha mão me encaminhado até o sofá.
__Eu sei que tenho que dá uma explicação para vocês. – disse sentando no sofá e escondendo a aliança.
__É tem que dá mesmo, você não contou que conhece o Luan Santana!
__Bem eu não o conhecia. Deixa-me explicar, direito. – respirei fundo - Foi assim, lembra gente quando eu fui a escolhida para subir no palco na música Chocolate? Então lá em cima o Luan me chamou para sair com ele. Depois da música eu fui para trás da banda, e fiquei assisti o show tudinho.
__Eu, percebi mesmo que você sumiu, só que quando eu te liguei você disse que tava com alguém da produção do Luan!
__É, eu sei que disse isso mais eu menti. Não estava com ninguém da produção e sim com o próprio Luan. Aquele doido e eu fomos para um hotel, onde ele está hospedado agora, ficamos juntos a noite toda não podia falar nada para vocês. Me diz se vocês iriam acreditar? – não esperei ninguém dizer nada, respondi minha própria pergunta – Não, então! Tive que mentir desculpa mais foi a única solução que eu encontrei na hora.
__Dany...
__Espera Graziiy, eu não tinha a intenção de ficar com o Luan, claro o meu sonho sempre foi ficar com ele mais eu não pensei que se realizaria. Quando ele me chamou não pensei duas vezes, eu fui.
__Tá! Tudo bem Dany, mais me diz o que ele veio fazer aqui na casa da Lucélia? – perguntou Graziiy, me olhando com os olhos de quem não estava acreditando no que estava ouvindo.
__Ele veio me ver Graziiy! Aquele louco veio me ver, e para mais uma coisa!
__Que coisa Dany? – perguntou Lucélia.
__Ele veio me pedir em namoro, diz ele que não consegue mais viver sem mim. Na hora eu não aceitei, mas depois dele insistir muito eu acabei aceitando.
__Então?
__Então é isso gente, eu e o Luan estamos namorando. Desculpa se eu tive que mentir para vocês, realmente eu não queria mais também não podia falar uma coisa que eu tinha certeza que vocês não iriam acreditar agora vocês devem estar acreditando porque ele veio aqui, caso ao contrário...
__Agente não iria saber nunca! – completou Kynara.
__É Kynara, tanto vocês não iriam acreditar, como nunca iriam saber, exato.
__Agora vocês estão namorando? – perguntou Lucélia, olhando ainda incrédula.
__Sim, mas eu vou entender se vocês estiverem com muita raiva de mim.
__Não sua boba, você está feliz? – perguntou Graziiy com um sorriso enorme no rosto.
__Sim, estou muito feliz.
__Então não temos motivo para ficar com raiva de você! – disse Aline.
__É, Dany não podemos ter raiva de você! – disse Lucélia.
__De jeito nenhum! – falou Graziiy.
Nesse momento todo mundo para, Kynara não disse nada, ela ficou em silêncio, aquele era o meu medo.
Ela foi uma, tenho medo que o resto das fãs do Luan também reajam desta maneira. Fiquei na minha eu entendi o motivo dela.
__Então, como vocês vão fazer? Ele tem muitos shows, não é? – perguntou Graziiy acordando-me dos meus pensamentos.
__Ele vai embora hoje, amanhã tem show marcado numa cidade aí que eu esqueci o nome. Claro que não vamos ficar muito tempo juntos. Mas a vida é assim.
__Ele vai vim aqui hoje? Escutei ele dizendo! – falou Aline.
__Sim, ele vai vir nos buscar, e levar agente na rodoviária. Aquele maluco me fez uma proposta mais eu não aceitei.
__Que outra proposta? – perguntou Graziiy com uma cara de curiosa.
__Ele queria levar agente de jatinho. Eu não aceitei, não tinha necessidade moramos bem ali do lado, não iria dura nem 3min.
__É isso, é verdade mais dispensar um jatinho, Dany! Tenha santa paciência. – resmungou Aline levantando do sofá, indo em direção da cozinha.
__Mas Dany ele vem buscar agente? – perguntou Graziiy.
__Bem, ele disse que vai vim lá pras 14:30hs.
__Nossa eu vou andar de carro com um cantor famoso. Claro você é mais sortuda, mais assim ta bom.
__Hum, eu vi um buquê ele deu pra você? – vinha dizendo Aline com uma maça na boca.
__Deu! Elas são tão lindas, vocês viram?
__Humrum...
__Anem – suspirei. – Mas agora eu vou lá pra dentro tenho que acabar de arrumar minhas coisas.
__Ta vai lá.
Não imagino o que elas devem ter dito de mim, confio nas minhas primas apesar de tudo, mas agora eu tinha mais o que fazer.
Com a visita do Luan eu perdi completamente a noção das coisas, faltavam poucos minutos para ele chegar e ainda tinha que achar minha tornozeleira que havia sumido.
Procurei no guarda-roupa e não achei, procurei debaixo da cama dentro da mala, só faltava no banheiro.
E lá estava ela, jogada no canto, esqueci que ontem havia deixado ela ali.
Na volta para o quarto topo com a Kynara.
__Será que você vai ficar com raiva de mim o resto da vida? – disse parando ela no corredor.
__Pelo resto da vida eu não sei, mas neste momento, com certeza.
__Kynara, eu não pedi para isso acontecer, ta bom? Aconteceu, o Luan apaixonou por mim, e eu já estava por ele.
__Não há explicação, agora deixa eu passar! – ela empurrou minha mão e saiu.
___Tudo bem então! – sinceramente eu sabia que não seria fácil, além da filha da Lucélia havia milhares. Tudo com o mesmo propósito acabar com meu romance e do Luan.
Dentro do quarto, as meninas já estavam prontas e eu também, lá de fora eu escuto uma buzina, era ele o meu príncipe sertanejo.
__Vamos, gente?
__Sim, vamos Dany. A pessoa que agente veio ver já esta ali de fora né! – disse Graziiy rindo e pegando o João Pedro.
__Ta tudo aí? – perguntou Aline, segurando as malas dela e a da Graziiy.
__Tá tudo aqui! – disse pegando a minha mala e a do João.
__Então vamos!
A despedida foi rápida não durou muito tempo, não abracei a Kynara – ela ainda estava com raiva de mim – abracei apenas a Lucélia e o filho dela.
Corri para o carro queria ver meu preto.
Entreguei as malas para o motorista que colocou no porta malas.
Passei pelas meninas que conversavam do lado de fora do carro.
Entrei com pressa. E ele estava lá lindo como sempre, de óculos escuro. Suas mãos viam em direção há mim.
__Já tava com saudades de você meu amor. – disse Luan me dando um beijo.
__Temos que nos acostumar com a saudade amor. – disse correspondendo o beijo.
__Fica comigo!
__Eu não posso já disse para você que tenho que trabalhar amanhã e, além disso, tenho que estudar. Não posso ficar mais. Bem que eu queria ficar, mais não posso.
__Tá certo eu também tenho que trabalhar, tenho shows amanhã. Mas agente tem um tempinho ainda, vamos aproveitá-lo o máximo.
__Concordo plenamente. – disse sorrindo e dando-lhe outro beijo.
__Ou vocês podem parar ai com essa beijação tem criança aqui! – era Graziiy com o João e a Aline.
__Ta desculpa, vamos parar né amor? – agora era o Luan, me dando um beijo no rosto.
__Sim vamos, por enquanto! – disse sorrindo.
As meninas entraram e o segurança foi de moto atrás. Meio que disfarçado, para não levantar suspeita de quem estava no carro.




Até oS ProximOs Cap.
BjUs Danii
 


quarta-feira, 13 de abril de 2011

Em pleno Rio de Janeiro



XIII

- Luan, preciso te falar uma coisa. – O olhei e vi uma lágrima cair de seus olhos. Isso não estava me ajudando em nada. Mas tinha que continuar. – Luan, eu entendo que você caiu em uma armadilha, é típico da Mariana. Mas não quero correr o risco de estar com você e não saber o que ela é capaz. Não quero correr o risco de te amar e quebrar a cara mais uma vez. Então... – Luan me olhava atento, seu olhar mostrava apreensão. Respirei fundo – Eu quero terminar com você. – Luan se assustou não acreditando no que eu havia falado.
- Como? – ele estava espantado. – Não. Eu não posso mais ficar sem você Andreza! Eu te a... – quando ele ia dizer de novo. Não o deixei terminar. O beijei. O último beijo. Entreguei-me aos seus lábios.o calor de seus lábios quase me fizeram desistir da minha decisão. Mas não podia me arriscar. Eu não teria forças caso ele me magoasse outra vez. Não correria o risco. Não mesmo
- Shiii. Não fala Luan vai ser pior pra mim. Acredite. Te deixar também não esta sendo fácil. Mas é preciso. Eu gosto muito de você, muito mesmo. E é por isso que não podemos ficar juntos. Não consigo suportar mais a sombra da Mariana.
- Mas eu não gosto dela, amor. Já te falei uma vez. Eu só quero você.
- Por favor, Luan, vai embora me deixe sozinha, preciso pensar. – Falei e as minhas lágrimas não me obedeceram e rolaram pelo meu rosto. Mostrando a ele que realmente não estava sendo fácil pra mim. Ver sua expressão de dor. Fazia-me sofrer em dobro.
Luan me olhou. Seus olhos eram só lagrimas. Deu-me um selinho demorado e saiu. Na porta se virou e disse: - Eu vou te esperar. - E saiu.
Eu? Desatei a chorar quando Luan fechou a porta. Eu queria morrer! Ok, dramático demais. Mas eu não estava bem, o medo me fez deixar ir embora quem eu mais gostava, ou amava; Não sei também. Àquela hora eu era a pessoa mais confusa que eu conhecia. Eu gosto do Luan gente. Mas não sei me bateu um medo! E se ele não resistisse às investidas da Mariana? Ok eu abri a porta pra ela e o entreguei de bandeja. Mas não quis corre o risco. Se fosse pra ele cair nas garras da Mariana que fosse solteiro. Um pouco de dignidade pra mim, por favor. Fui pra meu quarto me entregar a solidão em que eu escolhi viver. Após muitas lágrimas derramadas, fui perdendo as forças e consciência que me fez cair no sono.
Acordei ao som do telefone, não queria atender. Mas aquele som começou a me irritar, então fui ver quem era. Era Pami. E eu precisava dela agora. Então atendi.
- Alô? – Voz rouca, olhos inchados, graças ao choro que me embalou ao sono.
- Amiga! Fernando me ligou, dizendo que Luan esta muito mal por que você terminou com ele. É verdade? – Pami sempre direta. Ouvir que Luan estava sofrendo fez meu coração diminuir. Mas o erro já havia sido cometido, não é? É. Então fique quieta Andreza.
- É verdade amiga. Não quero falar mais Pami. Hoje não. Mas eu quero colo. Pode me dar? – Fiz bico, mesmo Pami não vendo. E sabia que conseguiria o que pedia.
- Sim amiga claro. Eu tenho sorvete aqui quer que eu leve?
- Sim meu amor traga. Hoje eu me afogo com sorvete. E nem vem que vai ser só meu ok? – Sorri fraco enquanto Pami sorria abertamente.
- Ok. Já chego ai.
Pami desligou e em cinco minutos minha campainha tocou. Abri a porta estendendo logo meus braços pedindo um longo abraço. Pami sorriu e me abraçou. Não falamos nada. Fomos pro meu quarto e ficamos lá em silencio. Eu com meu sorvete de morango e ela afagando meus cabelos. Não queria falar. Só queria colo mesmo. Meus pensamentos voaram e infelizmente eles foram parar em Luan. Como deveria estar? Será que esta sofrendo igual a mim? O que estava fazendo agora? Balancei a cabeça afastando meus pensamentos de Luan e me voltei pra meu sorvete. Enchi minha colher e coloquei tudo na boca. Senti meu cérebro congelar. Isso mesmo cérebro! Congele. Assim não pensa no Luan. Droga nem incentivando meu cérebro eu deixo de falar nele. Esquece cérebro tudo o que falei ok?
- Amiga, me explica o que houve? – Pami pediu encostando-se à cabeceira da cama.
Eu resumi tudo pra Pamela (não vou falar de novo, vocês já sabem né?) e ela me olhava chocada. Com o que disse parecendo não acreditar.
- Ele ia dizer que te ama, sua tonta! – E bateu sua mão em minha testa.
- Ai Pami! Me ama, mas fica agarrando a Mariana? Avá. – falei incrédula.
- Ok, ok. Vocês são muito cabeça dura sabia? – disse Pami, fazendo-me deitar em seu colo. Meu sorvete já tinha acabado só me restava o carinho da minha amiga. Que naquela manha era a melhor coisa do mundo e tudo o que queria.
- Amiga dorme aqui? Meu pai só chega amanhã.
- Claro amor! Deixa só eu ligar pra minha mãe, ok?
Segunda-feira, dia ensolarado. Acordei com os raios invadindo meu quarto. Acordei Pami e depois do banho tomamos nosso café. Eu ainda não tinha visto meu pai. Já estava com saudades dele.
- Ai! Pensei que fosse ver meu pai hoje de manhã. – Falei saudosa, servindo o café a Pami.
- Ô amiga, a noite você o vê. – disse Pami, agradecendo o café. – AMIGAAAAAA! – ela gritou me fazendo pular de susto. – Vamos a praia, vai?
- Vamos! – Respondi no mesmo entusiasmo.  – Vou ligar pro... – Lembrei que já não estava mais com Luan. Droga de memória.
- Mais um motivo pra irmos à praia. – Pami falou lendo meus pensamentos.
Troquei de roupa e fomos até o apê da Pami pra ela se vestir e fomos à praia. No meio de semana é vazio. Ótimo. Não gosto de tumultos. Ficamos um tempo na areia até que resolvemos mergulhar. A água estava gelada, mas boa ao mesmo tempo. Lá eu pude esquecer todos os meus problemas. Mas que logo foi trazida a tona. Eu vi Luan com Mariana caminhando pela praia. É pra morrer né? Acho que vou aproveitar que estou no mar e me afogar. O que acham? Não. Não vou me matar por ninguém. Fiquem tranqüilas. Mas bem que eu gostaria. Eu terminei com ele fazia umas 24 horas ou um pouquinho mais. Ai ele vai e passeia com ela?  Era pra acabar comigo só pode.
Só voltei à realidade quando uma onda veio e me derrubou. É eu ainda estava no mar olhando o “novo casal” quando a onda me pegou desprevenida e tomei um caldo. Aff! Onda sua idiota! Me deixa surtar? Obrigada. Parei na areia e acabei rindo junto com Pami, que estava numa gostosa gargalhada. Cansada das ondas me maltratando resolvi voltar pra areia. Pami me acompanhou.
- Pami você viu o Luan com a Mariana caminhando pela praia?
- Não amiga! É serio isso? Safado! E ainda ia dizer que te amava. Aff! 
- Não quero pensar amiga. Vamos distrair! – E entrei novamente no mar. Passamos a manhã nos divertindo, mas na verdade meu pensamento não saia daquela cena. E pensei nas palavras de Luan. “Eu te a...” Essas palavras não saiam da minha mente. Se fosse mesmo verdade ele não faria isso comigo faria? Ah, sinceramente? Não queria pensar nisso. Quero deixar o tempo passar só ele pra me dizer o que vai acontecer.

Luan:

Mas que porra de vida! Como Andreza termina comigo? Como que vou ficar sem ela? Não posso viver sem ela. - A campainha tocou.
- Ai, quem será? – olhei pelo olho mágico da porta e vi que era a Mariana. No fundo eu queria que fosse a Deza, me pedindo pra voltar, dizendo que era tudo mentira. Que ela me amava, e que não podia ficar longe de mim. A campainha toca novamente. – que merda, ela não desiste. – falei comigo mesmo. Atendi a porta fazer o que?
- Oi Mary. – disse sem sorrir.
- Luan, vamos a praia o dia ta lindo!
- Não to no clima Mary. Não quero ir não.
- Mas por quê? Ta com medo da Andreza saber e brigar com você? – Ela falou com deboche. Será que o que fez foi pra exatamente isso?
- Ela já terminou comigo, Mariana. – disse e uma tristeza profunda me invadiu. Não a olhei nos olhos, pois foi por causa dela que Andreza e eu terminamos. E afinal porque estou falando com a Mariana mesmo?
- Mais um motivo Luan, pra você ir comigo... Esquecer os problemas. – ela segurou meu rosto e olhou nos meus olhos. Por um momento achei que ela fosse me beijar. Não ia deixar acontecer outra vez. Então me soltei de Mariana.
- Tudo bem! Preciso espairecer. Espera-me aqui.
Eu estava caminhando pela orla. Não queria entrar na água. Mariana falava igual matraca, mas eu não prestava a mínima atenção no que ela dizia. Na verdade não queria estar ali com ela. Não era ela quem eu queria por perto. De repente eu vejo uma pessoa muito conhecida por sinal. Espera. É a Andreza. Nossa como ela esta linda! Aquele biquíni a deixa linda. Lembrei de nossos dias na praia. Das brincadeiras que fazia com ela na água. Nos nossos beijos debaixo d’água. Ok, não muitos porque a água é salgada. Mas de vez em quando rolava. Eu não resistia a ela. Como eu gosto dessa menina!
- Luan, ta me escutando? – Mariana me cutucou fazendo com que meus pensamentos se desfizessem e meu sentido voltasse a realidade, deixando Andreza e me obrigando a olhar pra Mariana.
- Desculpa. Fale. – ela começou e meu pensamento voou outra vez. Droga. 

Luan of.


 Aguarde os proximos capitulos!




Beijo doce, Andreza!