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domingo, 18 de dezembro de 2011

Esqueci de Te Esquecer...


Capitulo 47
No carro de volta ao Hotel, minha mente não parava de pensar no “Tchau meu amor” que o Doutor me disse. Não podia me envolver, eu acabara de ter um relacionamento colorido com Luan, não podia me envolver em outro. Mas o que foi aquele beijo naquele deposito? Muito bom...
- Desculpa me meter, mas aquele medico é seu namorado?
- Hãn? – Sai do transe dos meus pensamentos. - Não. É só o medico da Pam mesmo.
- E o beijo que ele te deu?
- A senhora viu? – Fiquei sem graça. – Não sei o que deu nele. Ele cismou comigo.
- Ele é bonito Andreza e parece gostar de você. Porque não dá uma chance?
- Não sei... Devo dar uma chance?
- Eu penso que sim.
- É pode ser.
Chegamos novamente ao hotel. Deixei Marizete na entrada. Não quis entrar. Queria minha casa, banho e cama.
- Vou te deixar aqui, se eu entrar não saio mais. – Sorri pra esconder meu cansaço.
- Ta bom querida, muito obrigada por me acompanhar. – Despediu a sogra.
- Da um beijo no Luan por mim, e diz que depois nos falamos.
- Claro. E ate à próxima. E pense no que te disse.
A sogra entrou no hotel e eu me dirigi pra casa. Será mesmo que tenho quer dar uma chance ao Dr. Gala?
Meus pensamentos não paravam, me lembrei da boca quente do Doutor as mãos apertando minha cintura, aquele calor que nos envolvia, isso não era comum, como podia me envolver nesse grau com uma pessoa que mal conheço?
Entrei em casa mais mão olhei minha mãe que estava na sala vendo novela, passei direto pro meu quarto precisava urgentemente de um banho.
Pensei que dormiria debaixo do chuveiro, a água morna fez meu corpo descansar, mais não por completo faltava uma coisa, MINHA CAMA.
- Oi filha tudo bem? – Perguntou minha mãe na porta do quarto.
- Vai ficar tudo bem sim mãe, na hora que eu dormir uns três dias direto.
- Hahaha, Desculpa vou deixar você descansar ta bom?
- Obrigada!
- Dorme com Deus.
- Amem... – Mal terminei de falar e já apaguei.
            O dia estava ensolarado, acordei com meu telefone tocando. Atendi meia sonolenta.
- Oi...
- Deza? Que voz é essa?
- A voz de uma pessoa que acabou de acordar Luan... – Disse logo que identifiquei quem me acordara.
- Desculpa, não quis acordar você, mais já ta tarde já são 14 horas...
- Já ta tão tarde assim? Anem credo... – Sentei na cama. –Mas me diz, você não me ligou só pra me acordar né?
- Não... To precisando de você aqui...
- Precisando de mim? Pra que?
- O teste de DNA chegou... O Rober foi buscar pra mim hoje cedo – Disse Luan, parecia nervoso.
- E o resultado é? – Perguntei ansiosa.
- Eu não sei... – Confessou – To com medo de abrir Deza... Sei que os filhos são meus sinto isso, mas to com medo de estar enganado.
- Calma Luan, olha eu to indo aí pra gente abrir junto ta bom?
- Ta bom meu anjo, vou ta te esperando – Fez silêncio – Minha mãe ta mando um beijo.
- Manda outro hahahaha.
- Vou desligar, vem logo ta.
- Daqui a pouco apareço aí Luan fica calmo, tchau...
- Tchau – Luan logo desligou o telefone.
            Levantei da cama, e fui pro banheiro correndo. Um banho mega rápido, o suficiente pra me acordar por completo. Coloquei a primeira roupa que vi. Calça jeans, camisa branca, um tênis all star e um óculos no rosto pra esconder minha cara de quem acabou de acordar.
Enfim no hotel, entrei pela frente, mas passei direto indo ao elevador, no andar de Luan, respirei fundo, meu amigo precisava de mim em uma hora bem difícil pra ele. Tinha que estar bem.
Bati na porta, Luan me atendeu, sua carinha era de nervosismo e preocupação, sorri pra tentar aliviar a situação mas não adiantou. Abracei meu amigo tentando confortá-lo. Ele parecia muito aflito.
- Fica calmo!
- Que bom que você chegou – Luan respirou fundo.
- Eu to aqui Luan, calma.
 - Não consigo abrir o exame –Assumiu se afastando do abraço – Vem entra.
Olhei em direção da cama, Marizete estava sentada com o exame nas mãos.
-  Oi Marizete, tudo bem?
- Ta tudo bem Deza.
- Então, quer que eu abra?- Perguntei ao Luan.
- Não sei, quer abrir?
 - Acho melhor sua mãe abrir...
Olhei pra sogra. Eu estava nervosa, todos estavam. A sogra abriu o exame, Luan segurou em minha mão ele estava tremendo. Marizete lia, lia e lia, aquilo estava me matando.
- Ai mamusca to ficando mais nervoso ainda...
- É Luan, eu sou avó deu POSITIVO meu filho. Os gêmeos são seus!!!
Luan não se conteve, deu um mega abraço em sua mãe que o envolveu com muito carinho, meus olhos se encheram de lágrimas, por mais que soubéssemos que os gêmeos eram de Luan, foi emocionante a cena. Luan soltou a sua mãe e veio me abraçar, me levantando do chão e rodopiando.
- São meus filhos Deza! Eles são meus filhos!
- A Nicole é a sua cara Luan! Não tinha como não ser seus filhos...
- To feliz demais rapaiz. Agora eu preciso ir ao hospital mostrar pra Pam que eles são sim, meus filhos e eu os quero bem perto de mim. Ela querendo ou não.
- Luan vai com calma.
- Eu to calmo muié. Mas ela tem que saber que eu quero ficar com eles também. Quero estar presente, agora eles fazem parte da minha vida. Tenho mais um motivo pra querer viver.
- Você quer que eu vá?
- Quero, vamos?
- Ta bom, vamos né.
- Bem, mas antes temos que ir ao aeroporto levar minha mãe.
- Mais já ta indo? – Perguntei há Marizete.
- Sim minha querida – Disse se aproximando – O pai de Luan esta louco por noticias, e deixei muita coisa pra fazer lá em casa, mas amanhã ou depois estou de volta, não consigo ficar longe de meus netos.
- Seus netos mamusca, meus filhos.
- Seus filhos – Disse Marizete passando a mão no rosto de Luan – Seus filhos!
            Luan sorriu e abraçou novamente a mãe.
            Fiquei esperando Luan e Marizete se arrumarem, logo mais fomos ao aeroporto, havia fãs por lá, como um bom ídolo Luan foi muito atencioso, apesar de estar louco pra chegar ao hospital e da a noticia para Pam, ele fez de tudo pra deixar suas fãs felizes, tirou foto, deu autógrafos e abraços, Luan estava mais feliz do que nunca.
            Saímos do aeroporto, no caminho Luan não ficava quieto, tremia, pegava em minha mão, sorria, ficava tenso, olhava a janela, deitava no meu colo, Rober estava com agente ele ria da situação de Luan.
- Ei... Fica calmo, até parece que vai subir no palco.
- É pior que isso Testa – Brincou Luan – Eu vou ver a Pam – sorriu.
- A Pamela não morde Luan. - Disse Rober
- Você que não viu...
            O papo vai o papo vem, e mal percebemos quando chegamos.
- Vou ver algumas coisas com a Dagmar, depois agente se encontra no hotel ta bom Luan?
- Ta! – Eu, Luan e seus seguranças saímos do carro. Na maternidade tudo tranqüilo, nem sinal do meu Doutor no caminho.
            Passamos pelo berçário.
- Oi meus filhos – Disse Luan passando a mão sobre o vidro, que os separava.
- Agora sim Luan... Eles são seus filhos!
- São sim – Sorriu pondo a cabeça no vidro.
Ficamos em silencio.
- Bom deixa eu ver a Pam né...
- Quer que eu vá?
- Não amor, você já fez muito... Eu e a Pami precisamos conversar...
- Ta bom, boa sorte – Inclinei e dei-lhe um beijo no rosto.
Seguimos lados diferentes fui procurar meu medico bonitão. Luan foi enfrentar a fera...


Continua...

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Esqueci de Te Esquecer...


Capitulo 46
Pam on:
            Olhei pro relógio estava um pouco cedo. O quarto estava tão silencioso, isso não era bom, não gostava muito de ficar sozinha. Lembrei-me de Luan, ele estava furioso comigo, mas eu estava com muita mais raiva dele, ainda não acredito no que aquele guri fez.
            Peguei meu telefone, estava a fim de ouvir musica, pelo menos assim cortaria o silêncio. Caio tinha deixado meu celular e o fone perto da cama, pra facilitar minha vida. Procurei entre as pastas alguma coisa pra ouvir, queria voltar ao passado, escolhi Pão de Mel – Zezé di Camargo e Luciano
 - Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaao trem bão so. – Gritei baixinho.
            Saudade da minha terra viu, do barulho do trem passando perto de casa, de acordar e topar com cavalos na porta de casa, saudade do cheiro de mato, dos córregos, aô saudade bandida.
            Assusto-me. Alguém bate na porta, rapidamente tiro meu fone, poxa cortaram meu barato.
- Pode entrar – Disse me ajeitando na cama.
- Oi Pam! – Cumprimentou Deza parada na porta do quarto.
- Oi amor... – Falei sorrindo.
- Pam... Tem uma pessoa aqui querendo te conhecer.
- Me conhecer? – Perguntei assustada. Se fosse o Luan ele não iria querer me conhecer, afinal agente já se conhece MUITO bem né – Ta quem é?
            Andreza não falou nada, entrou no quarto e a pessoa quem a acompanhava entrou logo atrás. Olhei espantada, não estava acreditando no que via alguém me belisca? Marizete, a mãe do Luan, cara to frita.
- Do...do...na Marizete? – Engoli seco.
- Vou deixar vocês sozinhas. – Disse Deza saindo do quarto e nos deixando a sós.
            Tremi, não dava pra acreditar. Eu mato o Luan.
- Ah, senta aqui Dona Marizete... – Pedi mostrando a poltrona que estava um pouco próxima da cama.
- Então você é a Pamela.
- Sim...
- O meu filho contou sobre você.
- Cadê o Luan?
- Ele está fazendo show, meu filho não sabe que estou aqui, periferia conversar com você a sós.
- A sim! – Falei mais aliviada.
- Ele me contou tudo Pam. Posso te chamar assim?
- Claro!
- Então... O Luan me ligou ontem e contou tudo que aconteceu entre vocês, ele parecia chateado, disse que vocês haviam brigado...
- É discussões normais, eu e Luan não demos certo.
- Posso te fazer uma pergunta?
- À vontade.
- Você gosta do meu filho?
- Dona Marizete, bom... Eu sou fã do seu filho, claro que gosto dele, mas não como pai de meus filhos, o Luan tem uma carreira linda e não posso atrapalhar, não quero atrapalhar, ele é muito novo, tem muito o que viver...
- E você? Quantos anos têm? 19? Você é mais nova que o Luan, Pam, sua família, seus amigos ninguém te disse nada?
- Minha família, eu não os vejo a meses... – Meus olhos se encheram de lagrimas, saudades.
- Ah é verdade, o Luan me contou que você saiu de casa, foi morar na Bélgica né verdade?
- Sim! E por ironia do destino, apesar de não merecer absolutamente nada, Deus me enviou o Caio...
- Seu amigo?
- Não... Ta eu não sei exatamente o que o Caio é meu sabe Dona Marizete – Respirei fundo e me ajeitei na cama – Vou te contar o meu lado da historia – Passei a mão em meus cabelos a fim de prendê-los, contei tudo a mãe de Luan, como o conheci, como era minha vida, como minha vida ficou, tudo o que sinto e o que não sinto, o que queria sentir mais não consigo, ela ficou pasma.
- Então você gosta do Luan?
- Sempre gostei só que vivemos em mundos completamente diferentes, eu sou uma simples caipira que mal português sei fala direito e o Luan é um cantor famoso...
- Que ama você...
- Não! Ele não me ama, ele não pode me amar e daqui uns dias isso passa, vou ter que voltar pra Bélgica assim que o Dr. Guilherme me der alta.
- Você vai tirar meus netos de mim? Você vai tirar os filhos do Luan dele?
- Bom... Eu não posso fazer nada, não posso estragar a vida do Luan, já disse isso, se ele quiser ver as crianças não tem problema mantenho contado mas não vou ficar no Brasil, não posso ficar aqui e continuar com essa historia absurda de LUAN SANTANA É PAI...
- Meu amor, por favor não cometa nenhuma besteira pense bem... Você não esta mexendo só com os seus sentimentos está mexendo com todos nós... – Marizete parou de falar, olhou na bolsa o telefone tocava – É meu filho com licença.
            A mãe de Luan saiu do quarto, mais em minutos voltou.
- O Luan esta no Rio vou lá dar um beijo nos meus netos e ir pro hotel...
- A sim...
- Por favor querida, pensei bem ta bom – Marizete inclinou e deu um beijo em minha testa – Foi um prazer conhecer você.
- Igualmente. – Sorri.
            Novamente estava sozinha. Caramba, não dava pra acreditar, poxa ela tinha razão em suas palavras, mas o que eu posso fazer? Não posso fazer nada a respeito disso, não... Não posso fazer nada.
            Voltei a deitar sobre o travesseiro macio, o relógio do quarto era o único som alem do barulho dos aparelhos, com aquele silêncio acabei dormindo.
 Deza on:
Do lado de fora respirei fundo. Tentei descansar apenas com uma respiração, mas não deu muito certo. Encontrei Dr. Guilherme no corredor. Ele me olhou e sorriu.
- Cansada né? – Reparou.
- Dá pra perceber é?
- Deu, sua cara não ta muito boa. Vamos tomar um café?
- Devo estar horrível mesmo. Pode ser suco?
- Pode. – Sorriu.
Fomos caminhando pelos corredores em direção a cantina. Guilherme me olhava com intensidade me deixando completamente constrangida.
- Não vou resistir...
- Resistir a... – Não fui capaz de terminar de falar, o Dr. Me puxou pra uma porta qualquer que havia no caminho. Quando dei por mim já estava aos beijos com Guilherme. Não foi fácil resistir, as mãos dele me segurava com força. Quando nos soltamos finalmente, reparei que estávamos em um deposito de limpeza do hospital.
- Você ta louco doutor?
- Não consigo mais ficar te vendo e não poder fazer nada.
- Mas eu... – Outro beijo, e nossa! Esse ta muito bom. Minhas mãos então se entranharam nos cabelos dele. Muito macio. Entreguei-me a ele. Ao beijo dele. Uma boca tão macia, ai pera ele mordeu meu lábio... Eu amo isso. Dr. Guilherme me puxou mais pra si. Pude sentir sua excitação. Minhas mãos puxaram seus cabelos, ele respirou fundo durante o beijo.
Dei-me conta de onde estávamos e sentindo o nível de excitação naquele lugar, tanto dele quanto meu, parti o beijo.
- Seu beijo vicia. – Disse o Dr. Todo sorridente e de boca vermelha.
- E eu to começando a me viciar no seu. – Sorri sem graça e me ajeitando um pouco mais longe dele agora.
- Não sei o que me dá. Bom, acho melhor irmos pra cantina lanchar né? Podem procurar pela gente.
- Verdade.
Caminhamos ate a cantina, finalmente, e ali ficamos apenas conversando. Ele ali aguardando um chamado do hospital e eu aguardando a tão sonhada sogra. Guilherme me contou sobre sua vida, onde morava antes de vir para o Rio trabalhar, ele disse também do que gostava, tínhamos muito em comum.
Logo Marizete se juntou a nos.
- Andreza, preciso voltar para o hotel, Luan acabou de chegar.
- Ta bom, vamos, vou te acompanhar e depois vou pra minha casa descansar – Inclinei pro Dr. pra lhe dar um beijo no rosto, ele se virou e acabou me dando um selinho.
- Tchau amor, bom descasco.
- Xau Guilherme até mais tarde.
- Adeus Dr. e obrigada por cuidar de minha nora. – Disse a sogra.
- Que isso, é meu trabalho.
            Guilherme ouviu seu nome e logo teve que ir atender o chamado. Eu e Marizete seguimos de volta ao hotel.

Continua...

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Esqueci de Te Esquecer...


Capitulo 45

Deza on:

De frente ao hotel, parei pra pensar em tudo o que aconteceu nesses últimos dias em minha vida. Foram tantos acontecimentos. Conheci a Pamela pessoalmente, fiquei sabendo do lance dela com o Luan, que desencadeou numa gravidez. Os bebes nasceram, ele quase morreu. Nossa! Eu quase perdi minha amiga. Luan é pai. Cara, Luan é meu amigo.
Meu sonho realizado.
Pam agora no hospital se recuperando do parto complicado. Conheci o Dr. Galã, nossa tanta coisa em pouquíssimos dias.
Respirei fundo e entrei no hotel. Na recepção verifiquei se Luan inda estava lá. Não estava. Já havia ido pra mais alguma cidade desse Brasil a fora levar sua musica e carisma a quem precisa.
Fui ao meu local de trabalho. Nossa estava exausta, havia uns três ias que não pregava o olho direito. Mas eu tinha que trabalhar né?
De madrugada, meu telefone toca. Era Luan.
 - Luan seu corno, tu foi embora e nem me esperou mais cedo no hospital né?
- Calma ai Deza! Eu to bem ta? E que historia é essa de corno? – Sorri ao ouvir o espanto de Luan.
- Nada não, to só te xingando...
- Nossa quanto amor, o lance lá com o Dr. Galã não deu certo não? – Sorriu.
- Aff Luan, tu também não perde uma né?
- Desculpa linda...
- Ou por que não me esperou, fiquei sabendo da discussão...
- A Pami é teimosa... Mas eu estou te ligando porque tenho uma coisa pra falar...
- Jura? Pensei que você queria cantar, mas fala. – Não resisti à brincadeira, Luan riu.
- Então eu contei pra minha mãe tudo. Tudo mesmo Andreza.
- E ela?
- Me apoiou, ficou assustada e brigou comigo no começo, me chamou de irresponsável. Mamusca ficou em choque. Mas depois me apoiou, concordou comigo quando tomei a atitude de contar aos meus fãs.
- Que bom...
- Nossa acabei de sair de um show Deza, cara pensei que meus fãs eram fodas, mais agora descobri eles são MUITO fodas.
- O que foi que aconteceu? – Perguntei curiosa.
- Entrei no palco, um show como outro, estava muito feliz apesar da briga minha e da Pam, quando entro pra começar a cantar Adrenalina, nossa levei um choque. Alguns fãs haviam levado cartazes, me apoiando, Deza eles estavam me apoiando, umas ate queriam ser madrinha – Luan riu parecendo lembrar-se do cartaz.
- Que lindo meu amor! Não disse que as verdadeiras continuariam... Então, estão todos  ai.
- É verdade, nossa fiquei muito emocionado, não consegui segurar a emoção e acabei chorando Andreza.
- Onw meu amor, isso ai não é sinal de fraqueza não. Fica tranqüilo. Elas entenderam, e com certeza se emocionaram ao te ver chorar.
- Eu vi aquelas garotas, todas elas, não sei o que seria de mim sem minhas fãs... – Luan parou respirou fundo – Ah, mais uma coisa – Dei um grito, levei um susto por uns segundos cochilei de tanto sono –  Minha mãe ta indo pro Rio. E vai ficar hospedada ai viu! Chega amanha.
- Amanha, mas já? Não to apresentável Luan. To acabada. Um zumbi.
- Exagerada... Ela chega amanha antes do almoço. Então chega antes de você sair daí. Cuida dela hein Deza.
- Ok amor, cuidarei como cuidaria se fosse minha mãe.
- Então ta bom, to chegando no hotel da cidade que fizemos show e amanha de tarde vou pro Rio ta bom.
- Ta meu lindo. Boa noite. Bom descanso...
 - Obrigado amor, beijos.
- Beijos.
            A noite foi longa, estava muito parado, as horas se arrastavam.
Dia seguinte e se existe algo pior que o zumbi pra descrever alguém muito cansada, essa sou eu. Nossa, precisava dormir e descansar umas doze horas. Mas eu tinha a sogra mais desejada do mundo pra receber. Ao meio dia, dona Marizete chega ao hall do hotel, sorridente, linda.
- Boa tarde. – Procedimentos do hotel, lembram?
- Boa tarde, quanto tempo Andreza, precisa aparecer lá em casa mais vezes.
- Hahahaha... Quem sabe nas férias né? Seu quarto é o 325.
-  Obrigada minha linda.
Dona Marizete,  nossa sonhada sogra, se retirou e foi-se a seu quarto. Mas não demorou muito e o telefone toca pra mim.
- Andreza?
- Sim sou eu, quem deseja?
- Marizete.
- Oi so... – Quase que foi sogra. – Marizete, o que deseja?
- Quero ir ao hospital visitar a mãe dos meus netos.
- Quer ver a Pamela?
- Sim.
- Claro! O horário que a senhora quiser.
- Sem o senhora, por favor.
- Ah, ta bom... Então, quando quiser eu levo você ao hospital.
- Que horas acaba seu expediente?
- Na verdade já acabou.
- Então me espere ai embaixo que eu vou tomar um banho e já vou descer.
Gelei. O que será que a sogra queria? Ai com certeza ver os netos, que são lindos e a cara do pai.  E dar o apoio necessário a Pam. Sogra digna de aplausos.
Uma hora depois, e dona Marizete desce. Muito simples, mas simplesmente linda também.
- Vamos?
- Sim vamos.
O caminho parecia longo.  Marizete observava as ruas do Rio enquanto o carro estava em movimento. Eu estava custando deixar os olhos abertos, Marizete notou isso.
- Você parece cansada Andreza, anda dormindo direito?
- Na verdade não, sabe como é né, amiga minha no hospital, trabalho de madrugada, é difícil pregar os olhos.
- Desculpa, tirei seu momento de descanso.
- Não que isso... Fica tranqüila, é um prazer acompanhar você.
- Andreza – Ouvi meu nome depois de longos minutos em silêncio – Como eles são?
- Os bebês? São lindos, a cara do Luan. E se chamam Nicole e Breno.
- Os nomes são os que o Luan sonhava pro filhos.
- É foi ele que os “batizou”
- Estou curiosa.
- Pronto, não vai ficar mais. Chegamos.
Entramos no hospital e logo a levei pra ver os netos. A sogra sorria toda boba.
- Eles são lindos mesmo. A menina, a cara do Luan.
- É mesmo né? Também reparei.
- Vamos quero conhecer minha nora.
- Claro, vamos.
Na porta do quarto de Pam, olhei pra sogra, ela parecia concentrada.
Era hora de entrar... 

Continua...

domingo, 11 de dezembro de 2011

Esqueci de Te Esquecer...


Capitulo 44
Pami on:
            Filho de uma mãe... Não quero nem mais ver o Luan, nem pintando de ouro. Como ele pode? Homi, sem coração.
AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA que ódio.
Respirei fundo, precisava me acalmar. Olhei as horas faltava muito pro Caio chegar. Peguei a manta de Nicole, a enfermeira tinha esquecido comigo uma das mantas de minha pequena.
A raiva de Luan já estava passando, o ocorrido estava quase apagado de minha mente. Não queria nem mais saber. O Luan iria concertar aquilo, e iria concertar sozinho, ele não tem o direito de fazer aquilo comigo, não tem o direito de fazer aquilo com os nossos filhos, ops com os meus filhos.
            O celular tocou. Olhei no identificador, era a Graziiy, minha prima, que saudades. Atendi com rapidez.
- Graziiy?
- AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA Pam... Como você ta? Desculpa não ter ligado, não tava dando pra escapar nenhum segundo daqui, sempre tinha muita gente perto e falar com você ficava meio difícil.
- Own fica tranqüila, agora eu to bem né, todo o sufoco já passou.
- E eles como são?
- Lindos né! Parecem anjinhos, são o Luan escritinhos.
- Fiquei sabendo de tudo, o Caio me ligou e contou...
- É... Toque do destino nos uniu novamente né Graziiy, olha só, o Luan Santana, na casa da minha melhor amiga...
- Putts ate imagino a cena, e como ele reagiu quando soube que os filhos eram dele? – Contei tudo a Graziiy, expliquei tudo que se passou, desde o momento em que vi Luan na casa de Deza ate o momento da twitcam que o Luan fez escondido de mim.
- Enfim... Estamos brigados.
- Hahahaha, não por muito tempo. Ate parece que você consegue viver sem o Luan né Pam... Quando estávamos na Bélgica, você pensa que eu não via você chorando de noite, você acha que eu não sabia o que você ia fazer naquele parque?
- É eu sei você me conhece bem né....
- Ô se conheço, hahahaha, 19 anos esqueceu?
- Hahaha... Mas me conta como ta o Moises? João Pedro? O povo daí?
- Bom... Tudo parado como sempre, eu e o Moises estamos “juntos” hahaha, ele me pediu em namoro, to tão feliz, mas não conta pra ele que te contei. O Moises falou que queria me pedir em namoro quando estivéssemos todos juntos lá na Bélgica.
- Ta bom... Pode deixar eu não vou contar pra ele que você me contou antes, vou figir não saber de nada hahaha.
- Isso aí mesmo... Droga meu pai ta chegando, ta na porta do beco, ele ta vindo se arrastando – Disse rindo – Ei, deixa eu te falar, amanhã estamos indo pro Rio viu, to com saudades de vocês aí, e quero conhecer meus sobrinhos primos... kkkkkkkkk
- Ta... Vai lá... bjux to com saudades também, manda beijo pra Tia e pro Moises, manda pro João também.
- Ta certo. Pode deixar. Xau. – Despediu desligando o telefone.
            Ficamos tanto tempo conversando que nem percebi que as horas tinha se passado tão rápido.
- Oi Tati – Falei ao ver a enfermeira aplicando o medicamento na veia ao contrario do soro – Trás meus filhos pra mim?
- Trago sim Pam... Daqui a pouco ta bom?
- Ta!
- O Dr. Caio chegou, esta lá na cantina quer que o chame também?
- Não! Pode deixá-lo, ele deve esta fazendo algo importante né?
- Não sei! – Assumiu – Prontinho, agora vou lá pegar seus bebês.
- Ah obrigada! – Agradeci, ajeitando-me na cama.
            Minutos depois Tati já estava de volta, acompanhada. Caio estava com ela, ele segurava meu Breno, e Tati minha Nicole.
- Aí meus anjinhos – Sorri – Oi amor – Cumprimentei dando um selinho em Caio.
            Segurei Breno, Caio sentou-se na beirada da cama com Nicole no colo. Tati se retirou do quarto.
- Então...
- Então? – Perguntei curiosa. Caio brincava com a mãozinha de Nicole, ele estava pensativo – Você não tem nada pra me contar?
- Depende, sobre o quê?
- Luan!
- Não conheço – Falei cobrindo um pouco mais Breno, ele parecia tão mal enrolado.
- Pami... Por favor, vi alguns jornalistas na porta do hospital, a noticia já se espalhou, vi no jornal. LUAN SANTANA É PAI!
- Eu não acredito que já vazou tanto assim – Disse espantada – Que droga!
- Ele contou pra todos os fãs né.
- O Luan disse que não iria esconder deles, agora ta tudo ferrado, que merda.
- Eu temo pelos seus pais!
- Como assim, meus pais?
- Pami, você saiu fugida da sua casa, se você aparecer em alguma coisa relacionada ao Luan, é obvio que vai ser Nacional, e seus pais aonde eles tiverem, vão saber de seu paradeiro.
- Amanhã a Graziiy esta vindo pro Rio, assim que ganhar alta do hospital, vamos voltar pra Bélgica.
- E o Luan?
- Ele não é o pai. Os filhos são só meus. E afinal, foi o Luan que começou com essa história de contar pra todo mundo, agora ele vai arcar com as conseqüências, eu avisei Caio, fiz de tudo pra esconder, mudei de país, e com um simples passo de mágica, o Luan joga tudo pro alto.
- Você acha mesmo que o Luan vai deixar você ir embora e levar os bebês? Pami... Acima de tudo eu sou seu amigo, sei que você ama o Luan, e pelo que vejo ele também te ama. Vou te apoiar ate o fim em qualquer decisão que você tomar, mas pense bem antes de fazer alguma coisa errada, pois você não esta mexendo só com você, esta mexendo com todos nós.
            Não falei nada, apenas abaixei a cabeça e continuei a brincar com meu bebê. Caio estava certo, eu não estava mexendo só comigo, tinha meus filhos, tinha o Luan, Andreza, Graziiy, Moises e principalmente Caio, não podia brincar com os sentimentos dele, poxa, meu melhor amigo né.
- Eu sei o que estou fazendo – Disse um pouco rouca.
- Espero que sim, Pam! – Falou Caio, inclinando e dando-me um beijo na testa – Espero que sim – Repetiu.
            Ficamos horas conversando sobre o curso de Caio, e sobre o registro dos bebês, não sabíamos como iríamos colocar os nomes, não sabia se colocava o sobrenome do Luan, seria errado fazer isso, seria errado colocar o sobrenome do Caio também. Dificuldade viu.
            A enfermeira logo veio e levou meus pimpolhos, meus pequenos ex cutucadores. Deixei Caio voltar pro hotel pra descansar, afinal seu curso era muito cedo, eu iria ficar bem sozinha no hospital.
            A noite logo chegou fria e silenciosa, tudo que aconteceu no dia de hoje ficou marcado, como uma mancha que não sai da roupa branca. Eu devia decidir o que fazer de minha vida, o que fazer em relação os meus amores, Caio e Luan.
            Adormeci.

Continua...

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Esqueci de Te Esquecer...


Capitulo 43

            Caminhamos até a garagem do hospital. Dr. não perdeu tempo abriu a porta pra mim, perfeito cavalheiro. Sentei naquele banco macio. Não sabia pra onde ia, na verdade não queria saber.
Chegamos a um lugar bem aconchegante. Uma delicatesse, com doces finos, cafés, sucos... Não conhecia o lado sofisticado do Dr.
Sentamos à mesa. Um de frente ao outro, eu estava mega sem graça, nem sabia o que fazia ali.
- Então você e o Luan são amigos?
- Somos e amigos mesmo viu? Ele é um irmão pra mim – Falei como se estivesse explicando alguma coisa.
- A sim... Mas, acho que ele quer algo a mais, pelo jeito que te trata... – Senti ciúmes no tom de voz dele.
- Doutor... – O adverti.
- Pode me chamar de Guilherme. Aqui fora não há formalidades.
- Claro. Guilherme. Eu e o Luan somos amigos. Nunca imaginei que fosse possível, mas é. E ele é pai dos filhos da minha melhor amiga.
- Mas nada disso impede que tenham algo.
- Não vai haver nada. Eu não quero. Quero a felicidade dos meus dois amigos. Juntos. Mas o porquê desse assunto?
- Ah... – Guilherme ficou sem graça – Nada... – Parou, respirou fundo. Olhou pros lados, abaixou a cabeça, mas continuou me olhando, na verdade olhou nos fundos dos meus olhos, me assustou, hipnotizou com aqueles olhos azuis como tive a sensação de mergulhar no mais azul dos mares. – Acho que fiquei com ciúmes, não sei. – Disse fazendo-me acordar . Ele sorriu, acho que percebeu que eu estava viajando.
Sorri sem graça. Tímida dei uma garfada no bolo que o Dr. tinha pedido pra mim.
- Gostoso, esse bolo né? – Comentei tentando disfarçar o rumo da conversa.
- Sim, é o meu preferido, fico feliz por ter gostado.
- Bom gosto o seu...
Guilherme colocou uma mão por cima da minha. Acariciou. O olhei sem graça, abaixei meu olhar, mas deu tempo de perceber que ele ria. Parecia gostar de me deixar assim, eu estava confusa, não entendendo muito. O que estava acontecendo ali? O que tava acontecendo comigo?
O Dr. Galã, se levantou e sentou-se ao meu lado. Colocou a mão por baixo do meu cabelo, arrepiei-me. Continuei com o olhar baixo. Não podia o olhar, eu sabia o que ia acontecer se eu o olhasse. Guilherme afastou meus cabelos, deixando meu pescoço livre. Respirei fundo e fechei meus olhos dando permissão ao que ele ia fazer.
Ele beijou meu pescoço. Covardia isso, eu amo beijo no pescoço, beijou mais uma vez. Respirei fundo novamente, afinal precisava de oxigênio. Ele pegou meu queixo forçando meus olhos se encontrarem com o dele. Ficamos cara a cara.
- De repente me deu saudade do seu beijo. – Não sei o que me deu, nem com Luan fiquei tão nervosa quanto com ele. Sorri feito besta. Não sabia o que dizer.
- E por que não mata essa saudade? Eu to aqui não to? – Aff ate que enfim a Andreza de sempre estava de volta. Eu sorri, e Guilherme também.
Ele olhou pros meus lábios e eu sabia o que ia acontecer, fechei meus olhos. Seus lábios encostaram aos meus. Quentes, ele pedia mais. Eu queria mais.
Abri minha boca dando passagem a sua língua. Foi um beijo profundo e dessa vez não havia ninguém pra atrapalhar, me fazer fugir. As mãos do Gui – Posso chamá-lo assim né? Depois do segundo beijo estávamos BEM INTIMOS hahaha – Foram me fazendo ficar totalmente de frente a ele, naquele lugar parecia existir só nos dois. O beijo se aprofundou, um calor começou a me invadir, um desejo também. Minhas mãos foram ate a nuca do Guilherme, uma delas puxou seu cabelo, fazendo o beijo ficar mais gostoso.
Eu o queria ali, naquele momento, mas me dei conta de onde estávamos. Abri meus olhos lembrei-me de Luan. Droga! Por que hein? Nada a ver pensar nele. Logo lembrei-me de Pam, aff os deixei sozinhos brigando, será que já fizeram as pazes?
Cortei o beijo...
- O que houve? Ta ruim o beijo? – Perguntou passando a mão sobre meu rosto.
- Não é isso! Precisamos voltar. Luan está com a Pam. Quero saber se já estão bem.
- Ai Luan! Luan! Luan! Não da pra esquecer esse cantor não?
- Não! – Falei sorrindo e dando-lhe um selinho – Sério, preciso ir. Os dois estão sozinhos lá, podem estar se matando essa hora.
- Tudo bem. Vamos então...
Guilherme pediu a conta, o garçom veio, ele pagou e saímos dali. No carro silêncio, apenas o som dos carros passando do lado de fora. Eu olhava pela janela. Não podia olhá-lo, se olhasse ia querer beijar ele, e não quero me envolver... Não sei nem o porquê disso, Guilherme também nada disse.
Chegamos ao hospital o Dr. me deixou na porta, seu horário já havia acabado então estava indo embora.
-  Obrigada pela carona.
- De nada, e desculpa pelo o que houve, perdi a cabeça.
- Não foi nada, e se você perdeu a cabeça, eu também perdi.
Ele sorriu, e saiu com o carro. Entrei no hospital indo logo atrás de Luan e minha amiga. Chegando ao quarto, Pam estava sozinha.
- Cadê o Luan? – Perguntei sentando na poltrona ao seu lado.
- Não sei daquele garoto!
- Vocês brigaram?
- Aff Deza, ele não me entende que droga, eu e o Luan nunca vamos dar certo. Não quero saber dele não viu? Diga pro Luan que eu morri...
- Pam! – A adverti – O muié teimosa viu... Olha vim só ver se você estava bem, e se o Luan ainda estava aqui. Mais já vi que não esta né – Olhei pros lados – Vou embora, tenho que trabalhar, você vai ficar bem?
- Não! – Resmungou.
- Vai ficar bem sim, o Caio deve que daqui a pouco esta aqui, vou embora dormir um pouco ta bom?
- Ta bom né – Pam fez bico.
- Amanhã eu volto.
- Volta mesmo?
- Sim!
- Não trás o Luan... Não quero falar com ele mais.
- Hahahaha... Não vou prometer nada – Inclinei dei um beijo em sua testa e sai deixando Pam novamente sozinha.
Droga! O Luan nem pra me esperar, agora vou ter que voltar pra casa de táxi.


Continua...