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quinta-feira, 14 de junho de 2012

Único


Capitulo 15
            Segui Luan, fomos no seu carro, deixei minha moto pra trás, não era muito longe, apesar de morar a alguns anos no Rio eu não conhecia muito bem os lugares. Mais quando vejo uma praia penso que estou no mesmo lugar de sempre, pra mim tudo é igual.
            Saímos do carro. Praia deserta, não havia sequer um ser humano. Lá longe somente a imensidão do mar, olhei Luan querendo uma explicação, sua mão intrelaçou com a minha.
- Vem! – e assim eu fiz, fui seguindo apenas aquela voz que parecia mais um monte de sinos. Luan estava me confundindo, já não me reconhecia mais, não conseguir dizer não uma vez se quer a ele.
            A areia macia envolvia o meu tênis, nos sentamos em meio as pedras, um pouco distante do limite da água, ninguém nos via, era perfeito tudo tão lindo. Tirei os sapatos, Luan só observava o mar. Respirou fundo.
- Isso aqui é lindo né?!
- Maravilhoso!
- Sempre venho aqui pra pensar, quando não tem nada pra fazer, gosto de ficar sozinho, o mar é meu refugio.
- Costuma trazer suas pretendentes aqui?
- Não! Na verdade nunca trouxe ninguém aqui.
- Nossa... hán... eu devo agradecer por isso? – perguntei sorrindo, Luan sorriu timidamente.
            Ficamos em silencio ambos observando a imensidão.
- Ele foi meu namorado a muito tempo – desabafei – Me traiu com minha amiga, os peguei no fraga...  – respirei fundo com imagens doloridas na mente – Queria matar cada um, cortar a cabeça e prender num prego, meu sangue pulsava tão quente que doía cada canto do meu corpo. Eu não estava com raiva por ele ta com minha amiga, mas tava com raiva pela traição, ele devia ter terminado comigo primeiro, eu nunca fiz nada pra ele sabe Luan, nunquinha pensei em traí-lo, tudo bem eu não tinha tempo pra gente, mas poxa custava entender? Eu sou uma futura medica, tenho compromisso com meus estudos. – Tagarelei sem parar.
- Moça...
- Danielle!
            Luan abaixou sua cabeça.
- Eu me chamo Danielle.
- Pensei que você nunca iria dizer seu nome.
            Sorri de lado.
- Isso é bom sabia!?
- Isso o quê? – perguntei curiosa.
- Você me contar essas coisas... Significa que ta começando a cofiar em mim.
- Você começou a demonstrar que posso cofiar.
             Sorrimos.
            Deitei na areia e fiquei olhando para o ceu estrelado, a brisa do mar, me confortava, na verdade, me acalmava, por um instante eu me senti feliz.
Sorri sozinha, achei graça da sensação, senti Luan se deitar ao meu lado, de barriga pra cima igual a mim, não desviei meu olhar do céu, mas sabia que ele me olhava.
- E como vai os estudos, você disse que estuda medicina. – perguntou Luan curioso.
- Ah, a vida é bem corrida, não tenho tempo pra mais quase nada, o meu dinheiro não da pra nada, se não fosse minhas amigas dividindo o apartamento não sei o que seria de mim.
Silencio, Luan parecia não estar mais ali me ouvindo.
- Luan? – disse sem olhar para o lado.
- Você é linda Danielle.
- Dani por favor, Danielle é muito formal. – Disse ignorando seu comentário, mesmo ficando sem graça. Ele é cego e maluco, so pode. Linda eu? Não...
Luan se aproximou mais de mim, eu senti sua respiração se aproximar, fixei mais ainda meus olhos nas estrelas, sua mão acariciou meu rosto, não resisti e o olhei, nos olhos, ele estava muito próximo, olhei sua boca. Voltei a olhar seus olhos, me afundei neles, senti seus lábios próximos aos meus, em menos de segundos nos beijaríamos.


Continua.... 

terça-feira, 12 de junho de 2012

Único


Capitulo 14
Sorrimos, mas por pouco tempo, aquele sorriso de felicidade que há muito tempo não estava mais estampado no meu rosto logo voltou a ser so uma recordação. Parei, Luan parou automaticamente junto a mim. Minhas pernas bambas não deixaram continuar o caminho. Ao longe, o vi. Ele parado com braços cruzados bem no meio do corredor olhando fixamente pra minha direção. Havia me esquecido que ele também circulava por ali.
- Dani – Luan cutucou-me. Acordei.
- É... Desculpa, lembrei-me de uma coisa! Vamos?
- Eita porra, que muié maluca... Nunca vi ficar em transe só pra lembrar-se de uma coisa!
- Não enche Luan. – sorri olhando pra ele, não queria olhar pra Danilo, tentei ao máximo desviar o olhar.
- Ah espera ai... Vem cá! – disse ele empurrando-me pra porta de uma loja, Luan estava vidrado em um violão da vitrine – Vou ter que ir ver quanto que é! – sem nem me esperar falar ele entrou na loja. Aff parecia uma mulher fazendo compras (ok, péssima comparação) o acompanhei mas parei na porta, Luan não estava muito longe.
            O tempo que fiquei ali parada dando sopa foi o suficiente pra pessoa menos querida no momento se aproximar.  
- Posso saber quem é ele? – perguntou curioso a minha frente. Fingi não ouvir. – Não se faça de surda Danielle.
            O olhei furiosa.
- O que você quer inferno? Cadê a Katherine? Já se cansou dela? – o fuzilei com os olhos, sem esperar que me responda, sai de perto, fui para dentro da loja. Lado oposto de Luan e bem longe de Danilo. Bom... Isso foi o que pensei.
- Eu não to mais com a Katherine, Dani. – disse seguindo-me – Eu amo é você... Não é ela, nunca vai ser ela. – parei, meus olhos de fúria com dor e lagrimas se voltaram a Danilo. Respirei fundo, não iria chorar, não iria me mostrar fraca – Você devia ter pensado nisso antes de se deitar com ela né. Eu ainda não entendo o motivo Danilo, poxa a gente tinha lá nossos problemas, nossas desavenças, mas no final das contas era no seu colo que eu dormia, era o seu cabelo que eu puxava, era pra você que eu ligava quando estava mal... Eu gostava de você, e você estragou tudo. Me poupe de ver sua cara de sínico por favor, não me procure mais não quero ficar com você. Não quero mais nada que esteja você incluindo.
            Virei de costas deixando Danilo parado sozinho, dei três passos ate que sinto puxar meu braço.
- Você é minha Dani.
- Que isso garoto, eu nunca fui sua... Tira as mãos de mim Danilo, me larga, eu vou gritar.
- Vai gritar? Eu não ligo, eu sei que você ainda gosta de mim, tanto quanto eu gosto de você. Vamos, vamos começar de novo, esquecer tudo que aconteceu.
- Eu vou dizer so mais uma vez, larga meu braço – disse num tom mais firme tentando me soltar.
- Não! Você vem co...
- Solta ela! – Danilo surpreso procurou quem o interrompera, por cima de seu ombro vi Luan logo atrás de Danilo parado firme com as mãos em punho. Fiquei sem reação, não sabia o que dizer olhei Danilo afim dele me soltar, mas ele nada fez.
- Danilo! – pedi – Me solta.
- Voce ta surdo? Solta ela! – senti raiva em suas palavras.
- E quem você pensa que é playboy? Eu sou o namorado dela ninguém te chamou nessa conversa não meu irmão!
- Meu namorado? – falei espantada – Meu namorado? Agora chega Danilo me solta...
            Ele continuou a me puxar. Tentei me soltar mas não havia mais forças. Luan não se conteve, furioso veio pra cima de Danilo, que só assim me soltou.
- Vem... Eu não tenho medo de você – implicou.
- Parem vocês dois – gritei enfiando-me no meio – vem Luan vamos embora daqui – segurei na mão de Luan, saímos deixando Danilo pra trás.
- Espera! – Luan se soltou de mim.
- Ei, cara! – Danilo se virou pra Luan e foi recebido por um soco, me assustei, mas no fundo eu gostei do que vi. Dannilo com a mão na boca, sangrando. Puxei Luan de volta que ria de satisfação.
- Eu precisava disso. Agora sim, vamos...
            Andamos em silencio pela rua, Luan seguia meus passos. Não havia tanto movimento, se ouvia apenas alguns carros com motores pesados e barulhentos ou pessoas conversando na calçada. O tempo não era mais de sol, de uma hora pra outra o clima mudou completamente, o sol se fora, as nuvens escura tomaram o seu lugar.
- Vai chover ! – resmungou Luan. Sorri de lado em resposta – Você não vai mais falar comigo? – perguntou um pouco tristonho.
 - Eu não tenho o que falar! Na verdade não sei bem como começar a falar.
            Luan parou, parei automaticamente, olhando pra ele sem entender nada.
- Vem comigo? – pegou em minha mão, não sei que diacho aconteceu comigo mas desta vez eu não queria soltar.

Continua...

domingo, 10 de junho de 2012

Único


Capitulo 13

Dani on:

- Oh vida corrida! – reclamei deitada sobre meus braços em cima do notebook. Estava preparando meu TCC, minha cabeça não estava muito boa pra isso.
            Na lanchonete vários casais passeando, crianças com seus pais ou amigos, vi aqueles que estavam em horário de expediente fazendo nada pelo corredores do shopping. Era terça feira, não ia trabalhar, Andreza e eu ganhamos folga, Ricardo estava viajando negócios em São Paulo.
Olhei meu telefone, já se passavam das 15 horas. Daqui a pouco tinha que voltar pra faculdade. – AAAAAAAAAAAAAAAAAAAA eu não quero ir – reclamei.
Animei um pouco apenas pelo fato de Duda não ter ido trabalhar de carro e só tinha a minha moto de carona, hahahaha... Vou acabar com a vida dela na minha garupa. Adoro! Pelo menos uma alegria nesta vida xucra.
Eduarda agora morava comigo e Deza no apê, resolvemos deixa-la morar com a gente, na verdade imploramos. As contas só aumentavam, e a casa precisava de mais alguém com senso de organização. Kat podia ser tudo, mas só ela que mantinha a casa arrumada. Afinal, não fazia nada o dia todo mesmo, a não ser roubar o namorado dos outros. – affu – pensei.
Katherine e Danilo se fuderam, não falo mais com nenhum dos dois. Uma vez ou outra ainda topo com o Danilo pelas escadas do shopping, mas viro a cara. Duas semanas já se passaram e ainda não consigo esquecer aquela merda. Eu não o amava, acho que nunca amei ninguém, mas poxa... Namoramos muito tempo pra esquecer tão rápido assim.
           -  Para de pensar – Melhor evitar dor de cabeça!
Respirei fundo.
Hum... Andreza ainda anda saindo com seu amiguinho misterioso, ainda não o conheci. Não tenho tempo afinal, estudo e trabalho mais que respiro. Dr. Tony é um caso a parte, pra ele ainda sobra um tempinho, saímos, jantamos de vez em quando. Ele é gente boa, mas apenas meu amigo. Nossa relação sempre foi assim, nunca mudou. Apesar que não seria má ideia, ficar doente pro Doutorzinho cuidar de mim (66’.
            Ain...faculdade vai bem, minhas notas não estão ruim. Bom, meu completo descaso pela moda ainda continua firme e forte, só dou uma arrumadinha assim quando há algo muito importante pra fazer. Agora com a Duda morando com a gente fica duas najas da moda em cima do meu pé o tempo todo. É irritante, confesso!
            Ah sim, sabe aquele garoto, o tal de Luan. Eu não o vejo já tem um tempão, desde aquele dia na praia, acho que assustei o garoto, aff. Não mandei ele ta ali na hora errada. E aquela peste tem o dom de me irritar, sempre me pega nos piores momentos.
            Ao longe vejo Caíque arrumando a mesa de som. Santo Deus! Adoro ficar sentada ali, mas quando Caíque fica por conta de selecionar as músicas, o ambiente de 90% agradável, cai pra 10%.
            Peguei meus fones. Vontade Divina – Milionário e José Rico – Nuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuh mio dos Goiais. Saudade que deu da minha terrinha.
            Acho que boiei tanto que mal vi que o movimento da loja tava acabando, eu disse. “não estava mais 100% agradável”. Sobrou só eu e mais umas 7 pessoas, 2 casais e 1 família com mãe, pai e uma criancinha de 3 anos +/-.
            Meu TCC ainda estava aberto, nem pra ele estava olhando, olhava a janela o ultimo andar no shopping é sempre muito bonita, a vista é linda, o Rio de Janeiro parece que fica pintado a essa hora da tarde, hora que o sol está mais forte não é meio dia e não é seis da tarde, é o meio, é o meio de tudo, o centro de tudo.
            A musica me fez viajar pelas minhas raízes, lembrar da família que deixei, lembrar ate mesmo do Danilo, coisa que devia já ter esquecido a muito tempo. Me assusto. Tiro o fone.
- Oi! – com cara de quem estava com vergonha, e um pouco constrangido, Luan se sentou a minha mesa. O olhei sem entender nada.
- Oi... – disse surpresa.
- Eu queria te pedir desculpas por aquele dia na praia, não era minha intenção hora alguma forçar você a falar nada...
- Tudo bem – o interrompi -  Eu não devia ter jogado tudo aquilo em cima de você – disse enrolando meus fones – Foi um erro meu, você não tem nada a ver com meus problemas, mas... – respirei fundo – Precisava desabafar, não sei o que me deu... não sei se era raiva de você, ou se era necessidade de falar com alguém sobre isso... alguém, qualquer alguém que estivesse perto... eu precisava daquilo. Mas, desculpe-me.
            Luan fez cara de susto. Abaixei minha cabeça fiquei com vergonha.
- Você disse isso mesmo? Você me pediu desculpas? – sorriu Luan.
- Para garoto... ain... – bati em seu ombro como se já fossemos íntimos demais pra ter essa liberdade.
- Você sabe sorri? Fica muito mais bonita assim do que com aquele mau humor de sempre.
- Eu não te dei essa liberdade, não me faz ficar com raiva de você novamente.
- Eita! – sorrimos.
            Luan era um garoto legal, conversamos por horas, sorriamos, nunca pensei em ficar assim por tanto tempo com ele. Luan me contou de onde veio, com quem mora e o que faz, contou-me que ama música que sonha viver pra isso, mas caso não der certo ele vive com a segunda opção, ser Biólogo.
            Sua mente é bem diferente da que pensei que era, Luan não é playboyzinho metido a besta, ta certo seu modo de vestir o condena muito, é como Andreza queria que eu fosse, patricinha, mas o meu interior disse mais alto. Uma vez caipira sempre caipira.
            As horas foram passando, conversas foram rolando, e acabando surgindo mais outras. As pessoas já estavam fechando a loja, logo percebemos que a lanchonete também queria fechar as portas. Saímos que nem bestas pelos corredores.
- Então você canta? – perguntei.
- Sim, canto e toco.
- Voz de taquara rachada! Aposto que canta muito mal.
- Hum... Você nunca ouviu, como vai dizendo assim?
- Pela sua cara a gente percebe.
- Muié... não provoca...


Continua...

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Único


Capitulo 12

Caminhávamos pela praia, descalços, eu amava senti-las sob meus pés. Pensei em Dani, onde será que ela foi? Não deixou recado nem nada. Espero que tenha saído com algum cara pra se distrair, desde que terminou com Danilo, ela não sorria muito. Eu tentei com a balada, mas ela que não curtiu muito.
- Tá pensando em que? – Luan perguntou e eu acordei de meus pensamentos.
- Na minha amiga que terminou o namoro, ela não anda muito bem, e lembrei que ela não tava em casa quando saímos.
- Sera que ela não foi conversar com ele? – palpitou.
- Não, ela não faria isso, eu tentei leva-la  a balada mas não deu muito certo.
- Ah a balada que você foi e bebeu todas? – Preguntou parecendo enciumado
- É, essa balada ai mesmo. – Ri pra ele.
- E tinha muita gente?
- Tinha, e muita gente bonita se quer saber...
- Você ficou com alguém? – perguntou sem graça, é eles esta com ciúmes.
- Não lembro... – brinquei.
- Como não lembra?? – assustou-se.
- Brincadeira Luan! Falei só pra te irritar mesmo.
Luan me abraçou por trás e me forcou a sentar na areia, ele sentou ao meu lado, abraçou-me de lado e deu um beijo em minha cabeça e logo me apoiou em sei peito. Fiquei olhando o mar, as ondas vinham e algumas pareciam que iam chegar ate nós. Um medo me veio de repente, me segurei com um pouco mais de força em Luan que me acolheu carinhosamente.
Inebriei-me em seu perfume, seu cheiro marcante, que me fazia flutuar, fechei meus olhos para viajar em seu carinho, ele afagava meu cabelos, quando dei por mim, dava leves beijos em seu peito retribuindo o carinho recebido.
Não demorou muito para o carinho virar caricias Luan, puxou meus cabelos levemente e iniciou um beijo caloroso, foi impossível não retribuir, me entreguei ao beijo e o aprofundei dando passagem a língua. Ele atrevido colocou a mão em meu seio, ri entre o beijo.
- Luan! O repreendi abafada.
- O que foi? Disse sem soltar nossos lábios.
- Aqui não, tem muita gente aqui.
- Onde então?
- Não sei. – ri sincera
- E se eu te levar pra um lugar maneiro?
- Sempre premeditando as coisas ne?
- Eu tento as vezes.
- Bobo.
- Mas hoje, só hoje, não é nada disso, vamos, vou te levar ao barzinho em que eu costumo tocar?
- Sério?
- Serio, mas hoje eu não toco, mas vamos até lá pra terminar nossa noite muito bem...
- Eu sei de um jeito da nossa noite bem também... – falei com malicia
- Não seria má ideia... Mas vamos ao bar primeiro.
- Vamos, meu corpo pede uma cerveja.
- ashuasha o meu também.

Voltamos a Barra, e fomos ao barzinho em que Luan costuma tocar. É muito aconchegante, parece ser sempre cheio, alguns ate o reconhecia como o cara que toca no bar. Nada demais, mas dava pra ver que o que Luan fazia não era só por causa da fama, era algo que o movia, que o fazia viver, claro que ter alguém o reconhecendo o fez ficar feliz, é o sonho dele viver da musica...

Continua...

terça-feira, 5 de junho de 2012

Único

Capitulo 11
Deza on:
Ouvi um barulho muito chato atormentando meus ouvidos, me presenteando com uma bela dor de cabeça.
- Ah porra! Eu quero dormir... – virei pra outro lado. O barulho continuava. – Cacete!- olhei para o lado e era meu celular tocando, com dificuldade atendi.
- Alo? Deza?
- Quem é? – falei com voz de tédio
- Você taca dormindo?? – ele disse surpreso
- Ate você me ligar, sim, estava.
- Desculpa, mas já Sete da noite linda!
- SETE???? – gritei ao telefone e aposto que Luan o afastou de seu ouvido.
- Aham, mas ó to te ligando porque eu quero te ver. – Gelei, levantei da cama no susto, vai que ele ta na minha porta e eu to toda feia? Corri pro banheiro.
- Me ver? Onde você ta?
- Em casa, mas passo ai daqui a pouco pra gente dar um passeio. – Ufa!
- Passa aqui em uma hora que eu já vou estar pronta.
- Ok.
Desliguei o telefone e corri pra debaixo do chuveiro. Tomei um banho mega gelado daquele que cura a ressaca, que olha, a minha tava enooorme. Fiquei pronta em uma hora e dez minutos depois Luan liga dizendo que já havia chegado. Eu desci e o encontrei na portaria.
- Você esta linda! – Eu estava com um vestido leve, com sandália rasteira e cabelos soltos.
- Obrigada, você também ta lindo. – Ri sem graça, mas ele estava mesmo lindo. Ele sorriu e veio ate mim me dar um selinho. Mergulhei em seu perfume, que é uma delicia. – Onde vamos?
.- Praia.
- Mais um luau?
- Não, hoje é diferente. – Tremi, na curiosidade de saber o que seria.
Entramos no carro, e ele ligou o radio e tocava Zezé de Camargo e Luciano.
- Você gosta deles né? – perguntei olhando pela janela e percebendo o caminho que Luan tomava, não era esse o da praia de costume.
- Gosto. Você  não? – Ele me olhou.
- Sim, eu gosto. Só que você gosta mais que eu. – ri sem graça
- É aqui tem muita resistência ao sertanejo. Mas um dia a gente consegue.
- Você tem o sonho de ficar famoso? – perguntei agora olhando pra ele que parecia pensativo, mas ainda prestava atenção no que fazia.
- Sim. Eu quero levar a musica a lugares onde nunca foi. Minha raiz é o sertanejo Andreza, e eu não vou abandonar a minha raiz.
Fiquei em silencio e voltei a olhar a janela, o resto do caminho que eu já estava começando a reconhecer, ficamos calados. So ouvindo as canções que tocavam no radio.
Chegamos e adivinha onde fomos? Ao Arpoador, lá é lindo, a vista para o mar, de dia era maravilhosa;
- Nunca vim aqui a noite. Luan sorriu.
- Entao acertei no passeio.
- Sim.
- Vem comigo.
Luan me pegou pela mão, e foi me levando em direção a pedra, olhar o mar a noite me dava medo e dali o medo so aumentaria. Segurei com força na mão dele que me olhou sem entender nada
- O que houve?
- Eu tenho medo de olhar o mar no escuro Luan. – abaixei meus olhos.
- Eu te seguro. – Luan me segurou pela cintura e me deu um selinho demorado e foi me segurando ate o fim da subida.
Lá de cima ver a praia toda iluminada, pessoas caminhando pela areia, realmente era lindo, mas quando olhava o mar, me dava medo, parecia que as ondas iam me enolir.
- Ei, não fica com medo não. Eu to aqui. – disse me abraçando por traz e falando com uma voz doce em meu ouvido me arrepiando.
- Obrigada, aqui a noite é realmente lindo Luan, gostei muito de ter vindo.
- Que bom que gostou. – Luan coçou a cabeça. – Entao...  o que te fez estar dormindo ate as sete da noite? – beijou meu pescoço. Outro arrepio.
- Eu fui a balada ontem e só cheguei de manha, e nem sei como. – ri sem graça.
- Entao a senhorita saiu ontem a noite e pelo jeito deve ter bebido todas ne? – disse me virando para sua frente.
- E você não bebe quando sai?
- Bebo, mas não fico ate o dia seguinte na rua... não sem saber o que fiz. – ele riu sem graça agora.
- Só falta me dizer que na festa você fez streap tease na frente de todos e depois beijou todos...
- Nossa Luan, que horror, não sou assim não! – Dei um selinho nele. – E você, não acha que ta com ciúmes demais não?
- Não é ciúme, é curiosidade.
- Sei. – Baguncei seu cabelo
- Aow muié não bagunça meu cabelo não. Eu te jogo daqui de cima. - e ameaçou me jogar, dei um grito que todos que estavam por perto nos olharam. Rimos.
- Ta você não tem ciúme. Mas vamos sair daqui, to ficando com frio.
- Eu te esquento. – me juntou a ele.
-É serio Luan! Vamos descer e andar pela praia, vem quero agua de coco.
 Continua...

domingo, 3 de junho de 2012

Único

Capitulo 10
 Acordei com o sol forte batendo em meu rosto. Era domingo, que ótimo. Tentei não abrir meus olhos, mas minha cabeça doía muito. Tinha que levantar. Com preguiça sobrando pros lados, e aquela baita ressaca. Me levantei. Sentei na cama. A janela estava aberta, o vento batia contra as cortinas. Senti um cheiro gostoso de café, devia ser Andreza. Hãn quantas horas? 10 horas? Aff!
Devagar fui ao banheiro. Meu rosto amaçado, com maquiagem borrada, cabelo bagunçado.
- Que garota sexy – critiquei.
            Lavei bem o rosto, escovei os dentes. Fui direto pra cozinha. Sentada na cadeira com a cara colada na mesa vi Deza segurando um copo de café.
- Ei... Mesa não é lugar de dormi não! – brinquei pegando um copo pra mim.
- Acredita que cheguei agora?
- Pelo seu cabelo, e essa maquiagem totalmente borrada, é eu acredito sim – sentei rindo ao seu lado.
- Onde você tinha ido? Me perdi de você – sussurrou um pouco rouca.
- Fui da uma volta pela praia – contei observando minha caneca – estava sufocando naquele lugar...
- Hãn... – puff – Escutei o barulho da cabeça de Deza batendo no braço com força, acho que ela cochilou – Eu to viva! – avisou – Eu acho que vou pro meu quarto, preciso urgentemente dormi.
- Hahaha, também acho que você necessita dormi. – aconselhei a Deza
- Vai sair hoje? – perguntou se levantando.
- Campanha!
- De que? No domingo?
- Ah é me esqueci que hoje é domingo, que merda amanhã cedo então tem campanha, depois corro pro serviço, depois vo pra faculdade. Anem preciso de férias – bufei com a mão na cabeça.
- E eu da minha cama – Deza se arrastou ate seu quarto.
            Não fiz almoço, assei um pão com mussarela, achei umas latinhas de cerveja na geladeira, nada melhor pra curar ressaca do que bebendo mais. – Isso é o que sempre digo.
            Fui pra sala, TV! Nada passando de bom, novidade! Pus um filme, Meninas Malvadas - Que original né Danielle - pensei.
            Adormeci, devo ser a pessoa que mais dorme. Sofro de pressão baixa – mentira – desculpa pra não colocar a culpa na bebida. Desde que sai do México, larguei minha família a quantidade de álcool ingerida por mim triplicou. Devo parar meu fígado já pede socorro.
            Acordei meu telefone tocando.
- Quê?! – disse meia rouca.
- Dani? Boa Tarde... tava dormindo?
- Não, tava contando carneirinho, quem ta falando?
- Vou te reprovar por causa disto.
- Minha Nossa Senhora, Dr. Tony?
- Hahaha... Olá querida, desculpa se acordei você.
- Não tem importância, estou dormindo demais, você me fez bem me acordando.
- Então ta bom...
- E aí, como é que tá?
- Estou bem, e você?
- Indo! Mas vem cá, que milagre é esse que você resolveu me ligar?
- Então, eu queria companhia pra jantar hoje.
-Jantar? Hum... Isso muito me agrada.
- Hahahahaha... Devo entender que isso é um, sim?
- Me apanhe as 7 por favor, estarei te esperando.
- Sim senhorita... Agora vou que estou trabalhando.
- Ta bom. Vai lá, beijos.
- Beijos minha linda!
            Dr. Tony desligou o telefone. Ai só ele que perdoou me acordar desta forma. Suspirei, não tem como não ficar meia boba com ele... Então deixa me arrumar né. Cai debaixo do chuveiro, sai enrolada na toalha, fui da uma olhada na Deza, ela quando tá neste estado me preocupa. A encontrei esborrachada pela cama, tadinha.
            Fechei a porta com cuidado pra não acordá-la.
            Fui a cozinha, peguei uma maçã. Eram 18:00 – deixa eu começar a me arrumar se não acabo me atrasando – pensei.
            Procurei um vestidinho, achei um ate bonitinho, dava pra falar que era “comportado”, tomara que caia, vermelho vivo da cintura pra cima, com estampa florida até um pouco acima do joelho. Soltei meu cabelo, meus cachos volumosos me impressionaram.
- É Dani, quem te viu, quem te vê, seu eu soubesse que separação fazia tão bem pro cabelo, já tinha largado a muito tempo. – brinquei me olhando no espelho.
            Passei um make bem marcante, reforcei o rímel fiz meus olhos ter o aspecto que gosto. Taquei um perfuminho básico.
            O telefone toca. SMS.
“To te esperando aqui na porta”
            Sai correndo descalça pela sala. Abri a porta com uma velocidade desnecessária.
            E ali estava meu Doutor charmoso – sou fanática com médico tenho que parar com essa mania - Aí mas não consegui fechar minha boca, como ele pode ser tão lindo?
Uma barba bem feita, um sorriso tão branco que chega a dar inveja, seus olhos azuis combinavam perfeitamente com sua camisa no mesmo tom, um terno preto muito formal a cobria, ele estava com más intenções. Fiquei desesperada, será que estou apropriada? Será que chego a altura de ser companhia de um Doutor? Pela primeira vez na vida, perguntas deste tipo penetravam na minha mente vazia.
- Dani – Tony tentou despertar-me acho que boiei.
- Ah – cai na real – Oi Tony, desculpa. Vem entra – fiquei sem graça, será que ele notou minha lerdeza? – Vou colocar um sapato ta bom, é rapidinho fica a vontade.
            Sai mais desesperada que nunca em direção ao meu quarto, cacei um sandália e facilmente encontrei uma prata bem simplesinha só pra não ir descalço.
- Vamos to pronta! – aproximei do doutor, ao me ver se levantou rapidamente do sofá. – Demorei?
- Não... – sorriu – Você ta muito linda!
- Obrigada. Vamos?
- Vamos – sua mão uniu-se a minha, o olhei com cara de espanto, Tony sorriu novamente, passou o braço em minha cintura.
            Respirei fundo. Ai Jesus me acuda!

Continua...